Páginas

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Mulher no período fértil tem rosto mais atraente, diz pesquisa da USP


Lábios volumosos e bochechas simétricas são sinais que atraem os homens.
Voluntários julgaram fotos das faces de 18 mulheres em Ribeirão Preto (SP).
Pesquisadora da USP de Ribeirão Preto (SP) Lina María Rodríguez aponta que mulheres na fase fértil têm rostos mais atraentes (Foto: Adriano Oliveira/G1)
Lina María Rodríguez, da USP, diz que mulher na fase fértil tem rosto mais atraente (Foto: Adriano Oliveira/G1)

Desde a adolescência, a psicóloga Kátia Cruvinel Arrais, 28 anos, sente que durante alguns dias do mês seu rosto fica mais inchado e o cabelo, cacheado, mais liso. Ela sabia que as mudanças tinham relação com o ciclo menstrual, mas só teve certeza disso quando foi convidada a ser voluntária em uma pesquisa da USP de Ribeirão Preto (SP). Kátia descobriu que as mulheres no período fértil são consideradas mais atraentes pelos homens. “Confirmei por que me sinto tão feminina nessa época”, disse.

O estudo, desenvolvido pela pesquisadora colombiana Lina María Perilla Rodríguez, comprovou que as mulheres emitem sinais de fertilidade em mudanças sutis, mas perceptíveis na face. Para isso, Lina fotografou 18 mulheres entre 18 e 42 anos durante o período de ovulação – fase fértil – e de menstruação – menos fértil. Todas elas não tomavam anticoncepcional.

As imagens foram apresentadas a 64 julgadores voluntários, maiores de 18 anos. O resultado apontou que 62% dos rostos fotografados na fase fértil foram escolhidos como mais atraentes, contra 38% no período infértil. “Provamos que no ser humano ainda é relevante a influência biológica nas escolhas, ou seja, essas alterações permitem aos homens reconhecer a mulher mais apta a garantir o sucesso da reprodução, que em última instância é o objetivo da espécie”, explicou Lina.

A pesquisadora explicou que analisando os rostos mais detalhadamente, percebeu que durante o período de ovulação os lábios ficam mais volumosos e a região da bochecha mais arredondada e simétrica. "Características que podem atrair mais os homens.”

Anticoncepcional
Lina destaca, porém, que o uso do anticoncepcional pode influenciar nos sinais que deixam as mulheres mais atraentes. Outra etapa do estudo realizada com 18 mulheres que tomam esse tipo de medicamento regularmente não apontou diferenças significativas: 52% dos homens tiveram preferência pelos rostos fotografados na fase fértil e 48% pelos registrados no período infértil.

“Uma das razões é que essas mulheres não sofrem as mudanças hormonais de fase menstrual. Isso não quer dizer que basta tomar o hormônio manipulado. Não existe uma fórmula para ser mais atraente, é natural”, disse a pesquisadora.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

VOCÊ TEM MEDO DO DIFERENTE?


Allport foi um dos primeiros a dedicar-se ao estudo do preconceito em Psicologia Social. Para ele, preconceito define-se como “uma atitude evitativa ou hostil contra uma pessoa que pertence a um grupo simplesmente porque ela pertence àquele grupo”.

Se o ser humano, por si só, já é um “avarento cognitivo”, pois tenta, ao máximo, simplificar e organizar os seus pensamentos sociais imagine o que acontece com as pessoas preconceituosas que visualizam o mundo através de lentes rígidas, reforçando os seus pensamentos equivocados, estereotipados, preconceituosos e discriminatórios em função do medo que sentem em relação aos grupos sociais não semelhantes ao seu.

Nas palavras de Weber, o preconceito é um conceito formado antecipadamente, uma opinião constituída sem reflexão, sem fundamento razoável e sem base. Segundo ele, a própria sociedade cria preconceitos contra os indivíduos estigmatizados e influencia na exclusão dos diferentes como uma forma de reafirmar a normalidade social, concluindo que, na realidade, todos os atos preconceituosos, conscientes ou não, demonstram o medo do diferente, do outro que não reflete a imagem, ilusória, de uma sociedade perfeita.

Atualmente, há inúmeros movimentos para a inibição da discriminação, para a diminuição da desigualdade social e, também, para a manutenção do bem-estar social e psicológico das pessoas que sofrem com o preconceito. Porém, isso não tem diminuído, significativamente, as diversas formas como as ações preconceituosas vêm manifestando-se socialmente: sutis e camufladas.

Essa forma contemporânea de discriminação, por ser mascarada, é muito eficiente na manutenção do comportamento preconceituoso e extremamente difícil de ser encerrado.

Há vários grupos minoritários alvos de preconceito, como: os gordinhos, os dentuços, os orelhudos, os negros, os idosos e os homossexuais.

De todos os grupos citados, o dos homossexuais, sem dúvida, é o mais discriminado no Brasil. A mídia divulga, freqüentemente, notícias que revelam atos de extrema violência contra homossexuais ou, até mesmo, de assassinatos de gays com a justificativa de que eles representam uma ameaça à sociedade.

É uma vergonha ver o nosso País no topo do ranking mundial de assassinatos de homossexuais e conhecer jovens que acreditam que atos como a pichação e a destruição do patrimônio público são mais graves e condenáveis que a discriminação contra homossexuais.
          
          Está na hora de evoluirmos moral, social e espiritualmente. Não se esqueçam de que são as diferenças que movimentam o mundo. É em decorrência da diferença humana que nos relacionamos uns com os outros e é por causa dessas relações que vivemos neste mundo.

Priscila Venâncio da Rocha
Psicóloga




quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Casou, e cadê o sexo?



Calma, há uma solução. Mas vamos por partes.

Super importante: GENTE, não é porque casou que vai transar todos os dias, de manhã, de tarde e de noite, a realidade é outra.

Em primeiro lugar nada na nossa vida é totalmente estável, por que o nosso desejo sexual também deveria ser?

Lembre-se: seu desejo sexual também oscila dependendo do que você está vivenciando!

Mas agora vocês me perguntam, e o que tem a ver com o sexo depois do casamento?

Para se chegar a um sexo prazeroso (para as duas pessoas), precisa passar pelo desejo. E este desejo não bate na porta sem ele ser convidado, ou seja, não aparece sem a pessoa fazer alguma coisa.

Para ter o desejo sexual, é importantíssimo estimula-lo. Se ficar esperando como se espera um príncipe encantado, sem ir à luta, sinto muito dar esta notícia, mas ele não irá aparecer. Irei dar um exemplo: você trabalhou o dia inteiro, e não se lembrou de comer, pois não teve tempo, ou seja, seu pensamento estava focado apenas ao trabalho, até que aparece na sua frente um belo prato de macarronada, e você percebe que está com muita fome. Se o estímulo da comida, seja o visual ou o odor, não se apresentasse a você, poderia não dar importância à comida. E isso acontece com o sexo, quando não tem estímulos, perde sua importância.

Muitos casais só reclamam da baixa frequência do sexo após casarem, mas não param para pensar o que os levou a não quererem mais quanto queriam antes.

Parem de ler o texto e reflitam: Como era antes de casar? A frequência que transavam era satisfatória? Quais eram os comportamentos que vocês tinham? O que você fazia para o outro que não faz mais?

Darei algumas dicas, mas vale lembrar que não me refiro a apenas  um integrante da relação (é mais frequente os homens reclamarem pela falta de sexo), mas os dois precisam estar empenhados na busca constante do prazer no sexo.

Regra número um: cuide de si mesmo. Se sentir bem com o próprio corpo é o ponto crucial para a busca do prazer. Fora que a aparência conta muito para estimular o prazer no outro.

Regra número dois: antes de esperar do outro, faça você. Para eu querer sexo, preciso pensar em sexo, portanto, pense, fantasie, crie situações que estimularão o seu cérebro a lembrar que o sexo pode ser tão prazeroso quanto você imagina.  

Regra número três: não deixe seu estímulo ficar apenas no pensamento. Tenha comportamentos com o outro que demonstre o quanto você o deseja.

Estas são as 3 regrinhas básicas que todo casal deve manter ao longo do relacionamento.

Agora darei algumas dicas para despertar no outro a vontade do sexo, seja se está em baixa, ou para mantê-lo em alta :

1.       Ao sair de casa, deixe um bilhetinho para o outro dizendo que teve um sonho erótico com ele (ela).
2.       Mande mensagens no celular dizendo que está pensando na pessoa.
3.       Faça uma ligação para o outro dizendo que não vê a hora de chegar em casa para amá-lo (a).
4.       Mande flores com um cartãozinho dizendo que é o homem (mulher) da sua vida.
5.       Quem chegar antes espere o outro com uma comidinha pronta, às vezes afrodisíaca.
6.       Não economize nos elogios.
7.       Deem beijos de língua, e não apenas selinhos.
8.       De um “up” no visual.
9.       Coloque aquela cueca que ela achou super sexy ou aquela lingerie que ele adora.
10.   Conversem sobre fantasias sexuais, e busquem satisfaze-las.
11.   Digam ao outro o que gosta durante o sexo.
12.   Inovem nas posições sexuais.
13.   Explorem os cômodos da casa.
14.   Saiam de casa, vão a um motel, ou seja, saiam da rotina.
15.   Façam uma visitinha no sexy shop.
16.   Troquem massagens, carícias e afins.
17.   Conversem, conversem e conversem.
18.   Aprimorem-se nas preliminares.
19.   Homem é mais visão e mulher mais audição? Invistam nas duas coisas.
20.   Façam jantarzinhos românticos.
21.   Vão a um restaurante, e digam algo que provoque sexualmente  o outro, por ser um lugar proibido, a vontade ao saírem do local com certeza aumentará.
22.   Homens pensando que não precisam de tudo isso: pensem diferente, você não precisa, mas o outro precisa.

Enfim, essas e muitas outras coisas podem ser feitas, que com certeza irá erotizar mais o relacionamento. Lembre-se que esses comportamentos não precisam ser feitos apenas quando o casal percebe que o desejo sexual está diminuindo, façam sempre! Sexo é bom quando é prazeroso, estimulem esse prazer!

Psi. Adriana Visioli

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Crise X Término

Frequentemente aparece na mídia (escrita e televisiva) sobre algum casal "famoso" que está em crise, e quando reaparecem os dois juntos, voltam na notícia dizendo que eles não estão mais em crise, ou que foi "boato".

Mas será que uma crise é capaz de separar um casal? É isto o que as reportagens passam aos leitores e telespectadores, que quando um casal está em crise, não podem mais estar juntos.

O que é uma crise dentro do relacionamento?

A crise nada mais é que uma dificuldade que o casal está vivenciando. Pode ser apenas uma fase em que o casal está transitando, como pode ser algo que causará um rompimento na relação. Tudo dependerá de como o casal irá conduzir esta dificuldade.


Todo relacionamento passa por crises, e pode ter certeza que não será apenas uma, a menos que o relacionamento não se prolongue, pois todas as pessoas possuem dificuldades, problemas a serem resolvidos no seu dia-a-dia, sejam eles pessoais, profissionais e amorosos, e que acabam interferindo de maneira negativa na relação do casal. Há também as experiências e aprendizados individuais que podem gerar conflitos.

Independente do/s motivo/s da crise, é importante o casal olhá-la como sendo uma fase de aprendizado e adaptação, pois só assim o casal conseguirá transpor a crise sem ignorá-la, mas enfrentando os erros, para melhorar no futuro. Quando ela é ignorada, pode acabar piorando a situação, pois poderá retornar de uma maneira mais intensa.

Portanto, crises podem sim separar um casal, mas não é regra!

Momentos difíceis existem tanto para casais como para pessoas solteiras, a única diferença é que o casal compartilha suas dificuldades (seja direta ou indiretamente.

Enfim, a melhor maneira de transpor momentos de crise é enfrentando a dificuldade juntos, através de comunicação e mudança no comportamento negativo ( é aquele comportamento que estará atrapalhando a convivência do casal ).

Avalie o que está acontecendo e busque melhorar. Não deixe que a crise se prolongue a ponto de não conseguir mais "dar conta do recado". E caso não conseguir identificar onde está o problema, e/ou como amenizá-lo, um psicólogo pode estar ajudando-o ou ajudando o casal.

Psi. Adriana Visioli