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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ejaculação precoce prejudica a autoestima e a qualidade da relação


Diversos "fantasmas" assombram os homens no que diz respeito à vida sexual. Um dos mais freqüentes é a ejaculação precoce, geralmente associada à ansiedade, stress e outros fatores psicológicos e orgânicos, que acometem jovens e adultos. 

É importante destacar que a ejaculação precoce atinge homens de todas as idades e influencia não apenas no ato sexual, mas na segurança e auto-estima masculina. Há homens maduros que convivem com o problema desde muito jovens, mas a ejaculação precoce pode se manifestar também já em idade adulta. 

Fatores psicológicos aparecem com freqüência maior, mas outros fatores também podem existir. O órgão masculino tem uma temperatura de 0,5 a 0,7 grau mais baixo que o resto do corpo. Em pessoas que apresentam uma sensibilidade muito alta na glande, essa diferença de temperatura pode gerar um estímulo mais intenso, que favorece a ejaculação precoce.

Pacientes com ejaculação precoce podem ficar preocupados em melhorar sua performance sexual e acabar apresentando outros problemas que podem prejudicar a qualidade de suas ereções
Uma das maiores dúvidas de pacientes que chegam ao Centro Médico Masculino de Campinas, onde atuo, é saber exatamente o que é a ejaculação precoce. Considera-se que um homem tem ejaculação precoce quando ela ocorre com menos de 05 minutos após a penetração, na maioria de suas relações sexuais. 

Mas o tempo de ejaculação é muito variável e leva em conta outros fatores, ligados à companheira e ao ambiente - envolvimento, atração, local, grau de excitação, que estão relacionados a cada episódio. Portanto, não significa que o homem tem problemas de ejaculação precoce se isso acontecer em uma relação isolada, mas apenas quando o quadro se repete insistentemente, sem que o homem tenha controle desse evento.

 Para solucionar o problema, é comum, por parte de alguns profissionais, a indicação de medicamentos estimulantes que ajudam a manter a ereção por mais tempo. 

O uso de estimulantes, porém, entre os quais o mais conhecido é o Viagra, não é um tratamento para a ejaculação precoce, pois nesse caso o que ele faz é prolongar a ereção. Como todo medicamento, ele tem seus efeitos colaterais especialmente se usado indiscriminadamente e em excesso. O uso prolongado desde a juventude pode trazer conseqüências mais sérias. 

Tratando o problema

Para um tratamento eficaz, o ideal é primeiro determinar as causas do problema, o que só pode ser feito mediante avaliação médica. Após a análise no consultório, quando percebemos que o paciente apresenta ejaculação precoce em decorrência de aspectos psicológicos, é comum a indicação de acompanhamento terapêutico, podendo haver ou não associação medicamentosa, de acordo com cada caso. 

Quando as causas são físicas, é possível tratar o problema usando desde medicamentos até técnicas de dessensibilização da glande. 

Conversar com o médico é essencial

É comum pacientes com ejaculação precoce ficarem tão preocupados em melhorar sua performance sexual que acabam apresentando outros problemas que podem prejudicar a qualidade de suas ereções. Muitos homens, por causa de algum evento isolado, passam a acreditar que têm ejaculação precoce, quando, na verdade, apresentam ejaculação normal. 

Para eliminar essas dúvidas, obter um diagnóstico correto, e, se necessário, receber o tratamento adequado, a indicação é sempre procurar um profissional especializado. E mais uma dica: é importante encarar a solução da ejaculação precoce como um tratamento que, portanto, exige um período de acompanhamento médico.  

http://www.minhavida.com.br/saude/materias/11399-ejaculacao-precoce-prejudica-a-autoestima-e-a-qualidade-da-relacao





segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Intimidade Sexual no Casamento


Muitas pessoas pensam que basta estarem casadas para que a intimidade sexual seja completa e franca. Depois de alguns meses ou anos de casamento, percebem que não é bem assim. Aquilo que parecia ser fácil e que poderia vir com naturalidade, de repente, estancou e não houve mais progresso.
A espontaneidade de falar sobre determinados pontos dessa intimidade torna-se difícil para alguns casais.

Devemos pensar, no entanto, que da mesma maneira que desenvolvemos uma certa intimidade nas amizades e relacionamentos, também o fazemos na área sexual. Ou seja, a conversa, as confidências e o toque são fundamentais. Mas, uma das maiores dificuldades é a abordagem do assunto.

Como e quando começar essa abordagem? Um dos momentos mais propícios é naturalmente nos minutos que precedem a relação (no momento do toque, quando cada um pode dizer ou indicar as áreas que mais lhe excitam; que mais lhe dão prazer).
Muitos maridos desconhecem as áreas erógenas da mulher, tendo apenas um conhecimento geral do assunto. No entanto, sabemos que cada mulher é diferente. Algumas, na própria relação, sentem-se mais à vontade assumindo determinadas posições que outras. Adivinhar não faz parte da habilidade do parceiro. É necessário conversar sobre isso. Percebo que uma grande dificuldade também vem da educação de algumas mulheres. Algumas receberam uma orientação sexual rígida, distorcida, e muitas desconhecem a anatomia do próprio corpo, o que dificulta tremendamente a conquista do prazer.
Na grande virada do movimento feminista, quando foi alardeado que o orgasmo não era só privilégio dos homens, as mulheres automaticamente impuseram-se ter orgasmos a cada relação. Muitas porém não o conseguiam e isso as tornava insatisfeitas ou pior, imaginando que havia algo errado com elas. Os maridos, por sua vez, sentiam-se culpados por não saberem levá-las sempre ao orgasmo. Mais tarde, em pesquisas, descobriu-se que não é em toda relação sexual que a mulher atinge o orgasmo (pelo menos isso acontece com a grande maioria delas).
Portanto, três pontos são importantes para desenvolver essa intimidade:

a) conhecimento do próprio corpo, b) conhecimento sobre sexualidade e c) diálogo.

Lembro-me de duas moças na faixa de seus vinte anos, universitárias, onde o problema estava justamente num dos pontos acima. Ambas solteiras, a primeira confundia a função do clitóris com a da uretra e desconhecia que a grande maioria das mulheres atinge orgasmo através da manipulação clitoriana. A segunda perguntou-me se, na noite do casamento, teria de ficar de camisola e toda coberta na relação sexual. Novamente a rígida educação sexual vinda da família, igreja etc.
Percebo o quanto de desconhecimento ainda existe mesmo com as inúmeras palestras, revistas e estudos sobre sexo. Em algumas igrejas, o assunto ainda é tabu. A vergonha do próprio corpo e da nudez frente ao parceiro é mais comum do que se imagina.
Outra dificuldade está quando o marido aprecia determinadas carícias ou posições e a esposa não — esse é um momento perigoso. Deixar de viver um desejo, licitamente permitido, e não poder fazê-lo porque a esposa se sente constrangida ou com vergonha, com certeza leva o marido à frustração. A chave seria cada um ceder, pelo menos um pouco, a favor do outro. Perceber que o outro se sente satisfeito e completo quando me aventuro a ceder significa que a relação também poderá ser satisfatória, porque nesse momento somos um só. “Uma só carne”, na liguagem bíblica. “Um só” – significa, também, que o prazer do outro também é o meu prazer. Mas, para isso, preciso ceder. Se for possível para mim fazê-lo em determinados pontos, sei que o parceiro também poderá ceder um pouco a meu favor. Estaremos assim no meio do caminho, sem o perigo das frustrações.
Alguns pontos bem mais sérios impedem que a relação sexual seja totalmente satisfatória. Lembro-me de uma moça que ao se casar descobriu que tinha frigidez sexual e, portanto, não gostava e não sentia prazer na relação, passando a evitá-la sistematicamente. Enquanto estava em tratamento, o que deveria surtir um resultado a longo prazo, percebeu que a insatisfação por parte do marido e seu mau humor  acentuavam-se a cada dia. Seu descontentamento não se limitava mais somente à relação em si, mas estendia-se também ao trabalho, à casa, à família e a outros pontos. Era evidente a raiz do problema. Decidiu contar-lhe o que se passava e como não lhe era doloroso ter relação, resolveu ceder algumas vezes. O marido caminhou sua parte, não lhe pressionando sistematicamente como fazia antes, e assim, os dois conseguiram ir até o meio do caminho. Ela teve filhos, podendo preencher o lado maternal, que obviamente era igual ao de todas as mães. A satisfação do marido pôde ser recuperada nas outras áreas, pois a raiz do problema tinha sido parcialmente solucionada.

Prazer completo na relação ela continuava a não ter, mas tinha prazer no relacionamento afetivo com seu marido. Creio que o importante, nesse caso, foi a resolução da esposa em admitir contar ao marido o que se passava com ela. Esconder ou “fazer de conta” seria o pior para ambos. Novamente, o diálogo aqui foi fundamental.

Discutir, ler e conhecer mais sobre o assunto é a única maneira de se conseguir desenvolver essa intimidade e conhecer mais sobre as dificuldades e desejos do parceiro. Isso faz com que cada um se sinta mais à vontade e com menos constrangimento para poder se chegar no passo seguinte: colocar em prática o que foi conversado.
Artigo publicado originalmente em Casal Feliz (Ano IX – No. 33)
Marilena Henriques Teixeira Netto
http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2008/07/20/intimidade-sexual-no-casamento/#more-64

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Feliz Natal e Feliz Ano Novo



Gostaria de desejar um Feliz Natal a todos, que seja muito iluminado, e traga consigo reflexões... reflexões acerca do que é ser feliz, do que precisa para ser feliz...

Refletir sobre o significado que tem para você de família, amor, companheirismo, gratidão...

É o momento de refletir sobre sua saúde, física e emocional....

Momento em pensar em ser pessoas melhores... melhores consigo e com os outros...

E através dessas reflexões, que o Ano Novo venha repleto de atitudes em busca dessa felicidade!

Um Feliz Natal e um Maravilhoso Ano Novo!

Psi. Adriana R. de C. Visioli



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Desejos para o próximo ano?



Aproveite o ano novo, e insira nas suas promessas para 2013 uma libido mais satisfatória. 

Libido = Desejo Sexual.

Como todos sabemos que para uma promessa ser realizada é necessário correr atrás, sair do comodismo e buscar o que se deseja. Lembre-se que se ficar esperando sem fazer absolutamente nada, seu desejo sexual jamais vai aumentar, podendo até diminuir e sumir da sua vida, portanto, para começar esse próximo ano intensificando sua vida sexual, está na hora de repensar e deixar para trás velhos hábitos que podem destruir a libido e combate-los.


Deixe a preguiça de lado, diminua o estresse, fuja da má alimentação e melhore a autoestima, e este é apenas um começo para tentar resgatar o desejo sexual ou até mesmo aumentá-lo.

O sedentarismo pode levar a pessoa a se tornar mais acomodada perante as situações, ou seja, fica mais preguiçosa. Também deixará a pessoa mais cansada durante e após o ato sexual, bem como pode causar lesões dependendo da posição sexual que o casal escolher. O sedentarismo pode influenciar de uma maneira muito negativa na auto-estima também. Vale ressaltar que os exercícios físicos liberam doses de serotonina e dopamina, que são neurotransmissores capazes de estimular o bem-estar e aumentar a disposição para as atividades rotineiras e melhorar o apetite sexual. Portanto, comece 2013 praticando uma atividade física.

Hábitos alimentares também influenciam para ter uma vida sexual satisfatória. Se alimentar bem e saudavelmente pode proporcionar muito mais disposição no dia a dia, refletindo também no apetite sexual. 

Vícios, como o cigarro, pode prejudicar a sexualidade, pois as toxinas (nicotina e monóxido de carbono) diminuem a espessura dos vasos sanguíneos dificultando a produção de hormônios. Drogas ilícitas também atrapalham a vitalidade sexual, podendo aumentar o tempo que o organismo responde aos estímulos sexuais. Livre-se dos vícios.

Outra dica para aumentar a libido é: Falar em sexo! Estímulos visuais e sensoriais são ótimos recursos para aumentar o desejo. Caso tenha um relacionamento estável, converse mais com seu ( sua ) parceiro ( a ) sobre o assunto, sobre fantasias, sobre o que gosta, o que não gosta... não apenas irá aumentar a vontade do sexo como também ajudará o outro a saber do que gosta para fazer na hora H.

Deixe de lado tabus. Construam o conceito de sexo para vocês. A criatividade junto com a comunicação pode ajudar o casal a explorar um auto-conhecimento sexual.

E já falando em auto-conhecimento, se CONHEÇA! Se olhe, se toque, saiba o que te satisfaz.

Entenda não apenas a si, mas também o outro. Homens e mulheres são diferentes, e se excitam com estímulos diferentes. Por isso a comunicação é essencial para o casal obter uma satisfação sexual juntos. Fale para o outro saber, e escute para você fazer.

Melhore seu relacionamento. A satisfação dentro do relacionamento também influencia no sexo. Identifique o que está atrapalhando, busque essa mudança. 

Caso essa queda de desejo sexual persistir por muito tempo, procure um médico, faça exames para descartar problemas orgânicos. Alguns remédios podem "atrapalhar" o apetite sexual, como remédios antidepressivos e tranquilizantes (diazepan, frontal, lorax, lexotan, olcadil, pasalix, sulpan, somalium, valuim), para hipertensão ( aldomet, serpalan, serpasil, higroton-reserpina, atensina, cloridin, aldactone, spiroctan, tenadren), remédios usados para regimes alimentares ( desobesi, dualid, fagolipo, hipofagin, inibex)... enfim... vários remédios podem alterar o desejo sexual, portanto, procure sempre um médico, seja para iniciar ou finalizar um tratamento medicamentoso.

Descartado o problema orgânico, procure um psicólogo, de preferência que seja especialista em sexualidade, para melhor ajuda-lo. 

Comece 2013 com o pensamento em ser feliz, e busque essa felicidade, não fique "sentado" esperando que ela chegue sozinha!

sábado, 1 de dezembro de 2012

1 de Dezembro - DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS



FIQUE LIGADO!!!

Hoje é o dia mundial de luta contra a Aids, lute você também se prevenindo, e caso não houve prevenção em alguma relação sexual, não invente desculpas para não realizar o exame, faça o quanto antes, pois quanto mais cedo for diagnosticado, mais eficaz poderá ser o tratamento.

A AIDS mata. Não pense que não pode acontecer com você, SE PREVINA!

O vírus HIV pode ser transmitido através de relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou também de mãe para filho durante a gestação e a amamentação.

Durante a gestação, é importante que a gestante faça o teste anti HIV, pois se estiver com o vírus, o acompanhamento e tratamento será direcionado a fim de evitar a transmissão para o bebe.

Não esqueça que o preservativo é o melhor amigo para a prevenção durante o sexo. 

Existem muitos casais, que ao longo do tempo do relacionamento, não utilizam mais o preservativo durante o ato sexual, neste caso, é de essencial importância os dois fazerem o teste. 

Mas lembrem-se que QUALQUER envolvimento sexual sem preservativo e um dos parceiros está com o vírus, o outro também estará, e você não saberá que este (a) parceiro (a) tem o vírus sem ele fazer o exame.

Não vacile, use camisinha!

Os preservativos são de fácil acesso, está disponível na rede pública de saúde, encontra também nas farmácias, supermercados e sex shop.

Se ELE (A) não quiser usar, use você!

Hoje no mercado você não encontra apenas a camisinha masculina, mas também a feminina.

Informe-se e previna-se!!!



Psi. Adriana R. de C.Visioli