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quinta-feira, 11 de abril de 2013

AMOR A DISTÂNCIA É POSSÍVEL, MAS EXIGE MUITA FANTASIA E CONFIANÇA



Quem não consegue sonhar e acreditar pra valer na sinceridade do ser amado, quando está longe sucumbe logo tanto ao ciúme quanto ao sofrimento. Só podem conviver com o afastamento aqueles que se entregam de corpo e alma aos bons momentos juntos, ainda que muitas vezes sejam poucos, e aprendem a viver com prazer os intervalos entre eles.


Eles se conheceram por meio de um site de relacionamento e, apesar da distância entre as cidades - ou países - em que vivem, começaram a namorar. Ou não. Já namoravam, quando apareceu aquela proposta irrecusável de trabalho e um dos dois mudou-se para longe. Pode parecer impossível que relações como essas possam sobreviver, mas muitas vezes sobrevivem - e até crescem na distância. Como? O telefone é o maior aliado dos casais afastados pelas circunstâncias. Não há nada mais gostoso do que, à noite, na cama, conversar muito tempo sobre o que cada um fez, lembrar do último encontro, trocar confidências e fantasias eróticas, falar sobre a saudade. Os mais moderninhos podem até usar as câmeras do computador para se ver reciprocamente. Trocar e-mails também pode ser excitante. E cartas. São gestos de carinho que alegram o parceiro e dão alento à união. Sem falar que há também MSN, Facebook e outros recursos que permitem mandar e receber mensagens ao vivo, de maneira sincronizada, sem ter de esperar muito pela resposta. São verdadeiras conversas virtuais.
A saudade, no fim das contas, funciona como afrodisíaco. A espera pelo dia do próximo encontro torna-se absolutamente excitante. Na véspera, os dois já começam a se preparar, pois querem dar o melhor de si, mostrar atenção, dedicação. Afinal, nada é demais para quem se vê pouco. Cada minuto deve ser vivido intensamente. O sabor é sempre de recomeço, não há rotina, nem cobranças.
Tudo isso alimenta a relação, mas o que conta, mesmo, para que ela se mantenha viva, é a confiança. Um não vê o que o outro anda fazendo, mas precisa confiar. Esse é um bom teste para o futuro. E tem de haver também um projeto, planos para serem realizados a dois. Se não houver, e se a separação for muito longa, é maior o risco de a relação terminar, pois quem garante que um ou outro não se envolverá com alguém mais disponível?
Pessoas muito racionais ou imediatistas têm mais dificuldade para viver um amor assim. Ele exige a capacidade de fantasiar, de sonhar, de acreditar nas ilusões. Exige também força, para aguentar as frustrações, a saudade. Quem experimenta um envolvimento como esse fica dividido. Quando está junto de seu amor vive para ele, sente-se íntimo, acha tudo perfeito! O desejo sempre é forte, o carinho e as conversas não têm fim, os compromissos ficam para depois. Mas com a separação a vida volta ao normal e toda a intimidade parece evaporar! Há uma sensação de vazio, de perda, em cada afastamento, e daí a pessoa começa a viver de saudades e de lembranças, precisa aprender a ficar só e a tirar prazer também da solidão. Se não há segurança, o ciúme toma conta. As fantasias, em vez de serem boas, ganham sabor de perda e traição. O sofrimento torna-se maior do que a alegria dos encontros.
Quem entra num relacionamento a distância não pode se esquecer de que são dois os envolvidos e que o outro também tem de seguir seu caminho, sua viagem pessoal. Se for possível acompanhar, ótimo. Se não, melhor cair fora. Aqueles que dão conta do recado, porém, vivem uma experiência muito interessante, de desapego, de liberdade, de confiança. Como diz o poeta gaúcho Mário Quintana (1906-1994), "tudo vale a pena se a alma não é pequena!"

segunda-feira, 1 de abril de 2013

AS MENTIRAS NO RELACIONAMENTO

Como hoje é o dia da mentira, que tal falarmos sobre as pequenas mentiras que vamos contando no dia a dia para nosso (a) companheiro (a) ? 

Analisando e refletindo sobre inúmeros relacionamentos, e como o ser humano possui a capacidade de alterar algum acontecimento, resolvi me aprofundar um pouco mais no assunto.

A mentira nada mais é quando alguém diz algo que seja falso, e claro, com o objetivo do outro acreditar. Mas não é apenas dizer algo que não seja verdadeiro, pois uma pessoa pode dizer sem saber que não é verdade, ou seja, só é considerado mentiroso aquela pessoa que sabe que não é verdade aquilo que está contando, e mesmo assim passa aquela informação ao outro.

Conversando com algumas pessoas, estas incluem a omissão como sendo uma forma de mentir. A omissão não é considerada uma mentira, pois omitir significa não falar nada, a não ser que alguém pergunte e a pessoa que estiver sendo questionada faz gestos que induzem a outra pessoa a acreditar naquilo que não é verdade.

O que acontece, é que tanto a mentira como a omissão possuem a mesma consequência: a falta de confiança.

É muito comum nos relacionamentos encontrarmos casais que no dia a dia acabam modificando alguma coisa que já aconteceu, ou que irá acontecer. Mas estes casais não param para pensar o quanto estes comportamentos podem atrapalhar no relacionamento.

Mentiras que uma pessoa pode considerar sem importância, para a outra pode ter uma importância mais elevada, gerando problemas bem maiores do que se a pessoa que mentiu tivesse enfrentado a verdade. Muitos fogem da verdade, mas é através dela que a confiança é construída.

Pequenas mentiras são aquelas que a pessoa não considera grave a ponto de gerar uma briga grande ou até de terminar o relacionamento, mas mentem por algum motivo, seja pelo casal não ter uma comunicação de qualidade no dia a dia, por medo da reação do outro, desse outro desaprová-lo, por receio de gerar alguma discussão, enfim, resumindo a maioria das vezes a mentira no relacionamento se baseia no medo de gerar conflitos. 

A mentira sempre tem um antecedente, mas nem sempre este antecedente vem do outro, ele pode vir da própria pessoa que mente. 

Antecedentes que partem do outro, seriam aqueles comportamentos que o mentiroso não gostou que o outro teve, portanto mente para não acontecer novamente. E os antecedentes do próprio mentiroso são inúmeros, pois dependerá da história de vida dessa pessoa, do aprendizado, e do contexto em que está inserido no momento. Mas vale ressaltar que ambos são errados, e atrapalham muito o relacionamento.

A pessoa aprende a mentir, e a partir do momento que ela percebe que mentir faz ela se esquivar dos problemas, a mentira vai se tornando presente cada vez mais na vida dela, e quando o outro percebe, pode gerar consequências muito ruins, como a falta de confiança, que é algo essencial para um relacionamento saudável. 

Resumindo: pequenas mentiras frequentes podem gerar grandes mentiras no futuro.

A pessoa que mente deixa o outro se sentir inseguro, e uma pessoa insegura dentro do relacionamento é capaz de se sentir muito mal, a ponto de colocar um ponto final nesta relação, ou de trazer muito mais conflitos que poderiam ser evitados com a verdade. Saber enfrentar a verdade é um desafio para a busca da felicidade do casal.

A pessoa que descobre que o outro mentiu, seja mínima esta mentira, já poderá deixá-la preocupada que outras mentiras virão, mesmo não acontecendo. Mentiras destroem a confiança, e a desconfiança destrói o relacionamento. 

A pessoa mentirosa também se sentirá mal, pois não será levada a sério, mesmo quando falar a verdade.

Mesmo um casal perdendo a confiança um pelo outro, é possível resgata-la, mas sempre com a  verdade. 

Assumir as consequências de algo errado faz a pessoa ser mais digna a ponto do outro reconhecer. Portanto, ao invés de mentir ou esconder, ainda a conversa verdadeira é a melhor aliada para uma convivência sem problemas.

E caso você não consiga parar de mentir, busque ajuda de um psicólogo!

Psi. Adriana Visioli

terça-feira, 19 de março de 2013

Você tem mania de deixar tudo para depois?


Psiquiatra norte-americano explica quais são os tipos de procrastinação – a mania de deixar as coisas para depois.

Considerado um distúrbio de comportamento, o ato de adiar algumas tarefas – ou procrastinação – vem sendo analisado mais de perto nos últimos anos. Normalmente confundido com preguiça, ele pode esconder alguns traumas maiores, como depressão ou déficit de atenção. O psiquiatra Bill Knaus dividiu o distúrbio em três tipos básicos em um artigo recente no Psychology Today  

Segundo Knaus, há a procrastinação por criação de problema, a comportamental e a retardatória. “A primeira acontece quando a pessoa toma a decisão de adiar porque acha que terá mais tempo para resolver o problema mais tarde”, diz Rachel Kerbauy, psicóloga pela USP.
Rachel Kerbauy, que é um dos principais nomes na pesquisa sobre procrastinação no Brasil, explica que este primeiro tipo é o mais comum no Brasil. É o famoso ‘deixar para última hora’, segundo a professora. De acordo com Knaus, as pessoas que deixam as coisas para o último minuto culpam as outras pelo fato e não percebem que o que fazem é algo crônico.
Já a procrastinação comportamental, o segundo tipo apontado por Knaus, é aquela que ocorre quando a pessoa faz listas, planos e planilhas e, mesmo assim, não segue nada do que planejou. Kerbauy explica que o medo é uma das principais explicações para esse tipo de ato. “Ela não executa por medo do resultado. Parece que está fugindo dele”, explica a professora.
Bill Knaus diz que os indivíduos que têm a procrastinação comportamental são aqueles que gostam mais de planejar do que de fazer. Kerbauy explica que os procrastinadores deste tipo são pessoas que não sabem quais são as suas prioridades e, dessa forma, adiam para não ter que lidar com o problema.
O último tipo de procrastinação é o retardatório, quando a pessoa começa a fazer várias coisas antes de cumprir um compromisso que tinha combinado anteriormente. Knaus aponta que essas pessoas podem ter também tendências compulsivas - precisam se colocar sob pressão para conseguirem ser pontuais ou terminarem as ações que iniciaram.

Kerbauy, que trabalha com o assunto há mais de 15 anos, diz que o distúrbio, independentemente do tipo, não pode ser confundido com preguiça. “O preguiçoso tem condições, mas não faz o que precisa, a pessoa que procrastina não consegue definir o que é importante e acaba adiando a ação, não consegue fazer”, completa.


Antídotos para a procrastinação 

Segundo o psiquiatra Bill Knaus, algumas atitudes ajudam a vencer a mania de deixar as coisas para depois

- Preste atenção no que você pensa quando decide deixar algo para última hora. E se pergunte sempre se vale passar por todo o estresse de não cumprir a tarefa programada

- Não comece algo se acha que não vai cumprir o que começou 

- Analise se prefere fazer ou organizar aquilo a ser feito. Primeiro organize, depois faça

- Faça uma lista das coisas que precisa fazer e as numere por ordem de preferência. Depois, inverta a lista e comece com o que menos gosta 

- Pense sempre nos benefícios de fazer as coisas com uma certa antecedência

Camila de Lira, iG São Paulo
http://delas.ig.com.br/comportamento/voce-tem-mania-de-deixar-tudo-para-depois/n1237635351785.html


quinta-feira, 7 de março de 2013

O UNIVERSO FEMININO DE ALGUNS ÂNGULOS



Amanhã, dia 8 de março, é considerado o dia Internacional da Mulher, por isso, resolvi escrever um pouco sobre nós, mulheres, com o objetivo de ajudar os leitores masculinos a compreender um pouco desse universo feminino.

Cada mulher é única, com seus gostos e subjetividades, mas todas buscam a mesma coisa com um homem: que a faça feliz, na hora do sexo, ou longe dele.

Homens, vocês só conhecerão sobre a mulher que está ao seu lado se a observarem e a escutarem, isso mesmo, escutar o que ela fala e reclama, e não fingir que está escutando, ou escutar sem dar a real importância e atenção. Se você está pensando que é a mesma “ladainha” de sempre, pode ter certeza que o assunto ficou pendente, pode ser por você não ter escutado da última, ou últimas vezes em que ela falou, e se escutou, pode não ter dado a mínima importância para a reclamação dela. Pode ter certeza que ela irá reclamar de novo, e de novo, e de novo... até virar em incansáveis e desgastantes discussões. Portanto, escute o que ela tem para dizer, e se ela demonstrar o quanto aquilo é importante para ela ( até porque se ela reclamou mais de duas vezes, provavelmente seja ), não apague aquele conversa da sua memória, tente colocar em prática aquilo que ela reclamou, em outras palavras, faça diferente, mude.

O diálogo é sempre algo importante. Diálogo e NÃO monólogo. Se você tratar uma DR (discutir relação) como vilã, ela certamente será. Mulheres possuem uma disposição bem mais apurada do que os homens para ter as DRs. Mas lembrem-se que para se dar bem com uma mulher, você também precisa se adaptar a ela, ou seja, se conversar sobre um determinado assunto é importante para ela, converse. É através da conversa que você conhece o que ela gosta, ou o que ela detesta. Dê valor a comunicação entre vocês. Pense que ela ficando insatisfeita e calada é muito pior, pois você jamais vai saber e você não vai fazer nada para mudar, ela poderá começar a te tratar mal e a te rejeitar ( até na cama ) sem você saber do que se trata tais comportamentos dela, e poderá também buscar em outro essa satisfação, que você não está dando a ela.

Mulheres também gostam de ouvir os homens, principalmente nas DRs. Fale o que gosta também, e o que não gosta, coloque sua opinião sobre o assunto, sem ser grosseiro, claro. Mulheres prezam muito os detalhes de uma conversa, como o tom de voz e as palavras que são usadas.

Não tenha medo de dizer o que não gosta, também é importante para você.

Lembre-se: o resultado de uma DR dependerá também de suas palavras e tom de voz utilizados. Lógico que depende da mulher também, ela também é responsável, mas hoje o foco são os homens.

Homens românticos não são homens melosos e grudes. Existem mulheres que apreciam o romantismo e outras não. Se ela apreciar, com certeza irá demonstrar e/ou falar. Um homem romântico pode ser muito criativo e com atitude. A mulher aprecia homens com atitude.

Mais uma vez, observe ela para saber do que ela gosta, e não tenha medo de ousar. Com certeza o homem que faz de menos e não coloca a sua criatividade para trabalhar, terá muito mais problemas e dificuldades em seu relacionamento, principalmente se tratando de mulheres que gostam de romantismo.

Conheça sua mulher, converse com ela, saiba do que ela gosta, e seja criativo, inove, faça acontecer.

Nem todas as mulheres gostam de sexo delicado sempre. Uma boa pegada pode satisfaze-la. Pergunte sobre como ela gosta, o que mais a excita. Um sexo selvagem pode faze-la ver estrelinhas, por exemplo. Converse com ela sobre o assunto. Vergonha? Estreite essa intimidade entre vocês. Não é apenas o ato sexual a intimidade, a conversa é muito importante para saber o que fazer na hora H sem erros.

Mulheres geralmente demoram 20 minutos para entrarem no clima. A parte das preliminares é importantíssima.

O desejo sexual é um pouco complexo. Vai depender de como foi o seu dia e de como está o relacionamento. Se está deixando a desejar nos itens anteriores, obviamente seu apetite sexual por você poderá diminuir. Lembrando que influencia também o estresse, trabalho, filhos, cuidar da casa....

Enfim, a solução para desvendar o mundo feminino é olhar para a sua própria mulher, é conhecê-la, conversar com ela, a deixar mostrar e você perceber o que a agrada, a partir daí, pode ter certeza que ficará muito mais fácil a convivência do relacionamento.

Aprecie estas informações e aproveite o Dia das Mulheres para fazer uma surpresa a ela. Comece, não espere ela começar, um sempre tem que dar o primeiro passo!

Psi. Adriana Visioli

sexta-feira, 1 de março de 2013

A Arquitetura do Respeito

Quando se fala em respeito, a maioria das pessoas o relaciona com a fidelidade, mas esquecem de itens que podem ser essenciais para uma pessoa ser fiel dentro de um relacionamento amoroso.

Não irei entrar em detalhes sobre o significado de fidelidade, pois é muito individual, e de cada casal, por exemplo, conversar com outras pessoas do sexo desejado, ter fantasias sexuais com outra pessoa, pode ser considerado uma traição para uns, e não para outros.

Neste texto gostaria de ressaltar mais a questão do respeito, se direcionando claro para a fidelidade. 

Em primeiro lugar, antes que haja uma cobrança do respeito, é necessário respeitar. Sabem aquele ditado: "Jamais faça para os outros o que não gostaria que fizessem com você?", ele funciona, principalmente se tratando de relacionamentos amorosos. Claro, nada podemos generalizar.

O respeito é aprendido na relação a dois, e a medida que o casal vai aprendendo, ele vai se construindo. Gosto de relacioná-lo como um projeto a ser desenvolvido ao longo do relacionamento, sendo qualquer relação uma construção contínua e inacabada, a qual jamais poderemos deixar de acrescentar, retirar, mudar... isso eu chamo de a Arquitetura do Respeito.

Como falei antes que o respeito não é apenas a fidelidade, envolve muitas outras questões, como por exemplo, a qualidade da comunicação, o tratamento no dia a dia entre ambos, como se desenvolvem e se desenrolam as brigas e discussões.

Na qualidade da comunicação, refere-se a frequência que o casal conversa, não apenas sobre problemas, mas sobre o dia a dia de ambos, o que cada um gosta ou não gosta; também está relacionado ao tom de voz utilizado e ao conteúdo dessas conversas. Nesta parte da comunicação, pode-se falar também sobre as brigas e discussões. Ambas podem ser importantes, mas saber se comunicar durante uma discussão está completamente relacionado ao respeito. Uma conversa ou uma discussão com qualidade pode ser aquela em que não há ofensas, agressões ( verbais ou não verbais ), onde existe compreensão ( um se colocar no lugar do outro ), saber falar, mas também saber escutar. É importante saber relevar, saber o que é importante para o outro, falar o que é importante para você. Sempre com um tom, momento e palavras adequadas, é possível que o casal se comunique com respeito mútuo.

Como o casal trata um ao outro no dia a dia também é muito importante. Por exemplo, alguns casais possuem a mania de qualquer coisa que o outro faça (seja na brincadeira ou não), logo solta alguma palavra ofensiva, como: burro (a), idiota, retardado (a), enfim, xingamentos que podem estragar com qualquer respeito que o casal queira construir. E lembre-se, se eu xingo, o outro também irá xingar, e você gostará disso?!

É possível controlar a maneira como os outros nos tratam, quem coloca o limite é você!

Se você se colocar em uma posição de inferior, certamente o outro pisará sobre você, se tratar como inimigo (a), irá se comportar como tal, se tratar como traidor, será difícil ele (a) não trair, ou seja, em qualquer situação, pense se estar com aquela pessoa vale a pena, caso for positivo, não trate essa pessoa como você gostaria que ela não fosse, mas sim, como essa pessoa te agradaria.

Agora certamente você está pensando, e se eu já fui traído (a)? Vou tratar essa pessoa como se nada tivesse acontecido? Aí é só você que poderá tomar essa decisão, ou melhor, vocês. Se já houve uma traição, ou seja, não existiu o respeito, sendo que poderia já não ter respeito antes de acontecer a traição, é necessário tomar uma decisão. Se gostaria de continuar com o (a) traidor (a), mas não admita mais que essa situação volte a acontecer, o primeiro passo é voltar lá atrás na comunicação de qualidade. Conversar sobre o assunto, resolver o que está pendente, sempre pontuando seus limites e seus sentimentos; e após isso, caso resolverem ficar juntos, dar um crédito de confiança a pessoa, e caso não houver mais a confiança, mas decidirem resgatá-la, construam novamente os dois juntos o respeito e a confiança. Isso é possível, mas é necessário que os dois queiram e estão engajados nessa busca de construção do relacionamento.

Manter a calma pode ajudar uma pessoa a estar no controle, não apenas no controle com o outro, mas no controle sobre si próprio, ou seja, pensará antes na consequência de suas ações e de suas palavras.

Arquitetar o respeito dentro de um relacionamento pode não ser fácil, mas com certeza valerá a pena!

Psi. Adriana Visioli