Hoje é o Dia do Abraço.
O abraço pode ser considerado gostoso para muitos, mas existem pessoas que se sentem mal quando existe alguma forma de aproximação para demonstração de afeto, ou até mesmo para qualquer contato físico.
Existem diversos motivos que podem levar uma pessoa a não gostar de abraçar. Como por exemplo a nossa história, que é uma das principais responsáveis pelo que somos hoje. Desde criança vamos aprendendo a construir conceitos e vivencias através do contexto em que estamos inseridos. Infelizmente, não reproduzimos apenas as coisas boas, mas também as negativas. Ao longo dessa construção, vão vindo estímulos e consequências positivas e/ou negativas, que poderão interferir em como lidamos com as demonstrações de sentimentos e afetos, ou seja, se você se sente a vontade ou não em demonstrar e em receber essas demonstrações de outras pessoas.
Em algumas síndromes um dos comportamentos para o diagnóstico é não gostar de contato físico, como a Síndrome de Asperger e o Autismo. Se essas síndromes não forem tratadas adequadamente por profissionais especializados durante a infância, poderá repercutir em sua fase adulta.
Outros motivos que podem gerar adultos que fogem de abraços, podem ser traumas passados. Como por exemplo, um abuso sexual na infância ou outro tipo de violência. Este pode ocasionar diversos conflitos, e entre eles estão as dificuldades em demonstrar sentimentos, agressividade, a esquiva de situações e de relacionamentos, a fuga da intimidade com o outro, transtornos e dificuldades sexuais, entre outros.
A experiência dentro de casa também reflete em abraçar muito, pouco ou nada. Se uma criança cresce em um ambiente a qual os pais ou cuidadores não se abraçam nunca, e também não o abraçam, certamente quando crescer, não dará tanta importância ao abraço.
Casais, ao longo do tempo em que estão juntos, vão perdendo o hábito de se abraçarem.
O abraço é uma demonstração de afeto. É considerado por muitos um aconchego, um comportamento que pode amenizar qualquer sofrimento.
Não deixem o abraço se extinguir da vida de vocês. O abraço faz bem a nossa saúde e faz bem ao outro. Nos dá sensações prazerosas. Abraçar pode diminuir o estresse, a ansiedade e o medo... Também aproxima pessoas estreitando a intimidade.
Durante um abraço, a empatia precisa estar presente para ser gratificante, ou seja, precisa ser sincero e com confiança, e através do abraço é capaz de unir sentimentos positivos, sejam eles passados entre pais e filhos, amigos, familiares, namorados, casados...
Analise como você se comporta e o que você sente quando recebe um abraço de pessoas que você gosta. Caso perceber que sente algum tipo de desconforto, procurar uma ajuda de um psicólogo pode ajudá-lo a decifrar e a buscar meios para lidar com essas situações.
Abraçar faz muito bem, portanto, um grande abraço a todos os leitores!
Psi. Adriana Visioli

