quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Virgindade: o dilema!
Ser virgem significa nunca ter tido uma relação sexual. Mas afinal, o que isso significa?
Relação sexual é uma ação entre duas ou mais pessoas, que deve ter como objetivo a satisfação sexual, onde existem diversos tipos de atividades sexuais (oral, anal, sem penetração, com penetração...), porem o que mais se estabelece é o junção dos órgãos genitais.
O termo e o conceito de ¨virgindade¨ foi sendo construído pela sociedade, a qual ao longo de toda a história ela foi estabelecendo critérios sobre quando, como, e onde as pessoas deveriam ¨perder¨ a sua virgindade.
Ha alguns anos, a virgindade era tratada com muito zelo. Não se falava muito sobre o assunto, e quando surgiam comentários, focavam o ¨ser virgem¨ apenas ao sexo feminino. Alguns homens, ou melhor, meninos, eram levados pelos seus pais em casas de prostituição para deixarem de ser virgens. Era, e pode-se dizer que continua sendo, um orgulho para alguns pais saber que o filho homem já transou. E as meninas, eram instruídas que sexo era sujo, e que ela jamais poderia fazer, ou se fosse fazer, apenas depois que casasse. E assim foram sendo criados conceitos, regras, estigmas, tabus, preconceitos...
Atualmente a virgindade parece ser tratada como um comércio, um produto que está ali só incomodando. Até meninas leiloando a sua virgindade já apareceu na internet. Um exemplo também são as novelas que mostram situações constrangedoras para quem é virgem, ou seja, a mídia deturpa o sexo, e deixa explícito a sexualidade de um jeito que não condizem com algumas idades de pessoas que estão assistindo, fazendo com que elas interpretem a situação mostrada de uma maneira errada. Isto é o que eu tenho visto em meu consultório, adolescentes virgens desesperadas para deixarem de ser, mentiras no rol de amigos dizendo que não é mais virgem com medo de ser julgada (o), falta de informação correta, falta de prevenção contra gravidez e dst´s, promiscuidade, entre outras situações que só me deixa mais preocupada com a parte da educação sexual com os adolescentes.
Julgamentos, e o medo deles, fazem com que pessoas tenham desvios de comportamento e emocionais. Julgamentos que são desde comentários até atitudes, como por exemplo, ter comentários sobre uma pessoa que é virgem porque ele é feia, ou até mesmo comportamentos como apostar com amigos em conseguir transar com a pessoa que é virgem.
Ser virgem não é uma doença, e nem deve ser visto como um problema. Lógico que tudo depende de pessoa para pessoa, desde a sua idade até a sua história de vida, da sua educação, cultura, religião e princípios.
A primeira vez, tanto da mulher como do homem, é muito importante e irá fazer parte da construção da própria sexualidade. ¨Perder¨ a virgindade simplesmente porque quer, porque os amigos já não são mais virgens, por pressão da sociedade, por impulso, ou com qualquer pessoa, pode acarretar em diversos problemas futuros, e dentre eles, as disfunções sexuais. Nos homens, as disfunções sexuais mais frequentes é a ejaculação rápida ou atrasada, a perda de ereção, falta de desejo sexual ou até um desejo exacerbado, podendo provocar uma compulsão sexual. Nas mulheres algumas disfunções é o vaginismo, dispareunia, a anorgasmia, baixo desejo sexual entre outros.
A sexualidade humana é construída ao longo da vida, e é por isso que a primeira vez do sexo é tão importante, pois é o primeiro contato físico sexual que a pessoa terá, e que com certeza ficará marcado essas lembranças.
¨Perder¨ a virgindade requer um momento de reflexão e de amadurecimento. Tudo tem o seu momento e a idade adequada, portanto, é importante saber qual é esse momento, estar certa (o) que realmente está pronta (o) para realizar a primeira atividade sexual, gostar muito da pessoa, confiar, e acima de tudo, obter informações sobre prevenção de uma gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis.
Se existir qualquer dúvida, significa que não é o momento adequado de ¨perder¨ a virgindade. Conversar com os pais, e/ou pedir que os levem em profissionais especializados (como médicos, psicólogos e sexólogos) para tirar as dúvidas antes de inciar a vida sexual, pode contribuir para essa primeira vez não acontecer de maneira que haja arrependimentos.
Sabendo disso, iniciar uma educação sexual dentro de casa é o mais recomendado, procurando também informações corretas para passar aos filhos.
A virgindade não é um produto, que de repente você resolve não te-la mais. Com cautela e responsabilidade, no momento certo e com uma pessoa que haja afeto, com certeza será muito melhor esta primeira vez, que repercutirá nas demais relações sexuais.
Busque informações, procure um profissional especializado, pois a educação sexual não pode ser vista como uma educação à parte, mas sim fazendo parte da educação global de cada pessoa.
Psi. Adriana Visioli
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
O desafio de compreender o outro e ser compreendido
Vivemos em um mundo no qual, aparentemente, as pessoas buscam conhecer novas culturas e gente através de viagens dentro e fora do país. Assistimos a programas de TV que contam histórias de outros povos e de outras regiões do nosso Brasil e do mundo. Aparentemente isso nos estimula a aceitar e compreender o outro, que é diferente de nós. Mas ao contrário do que parece, estamos vivendo uma situação a qual, cada dia mais, entendemos menos quem está ao nosso lado; compreendemos menos a pessoa que está mais próxima de nós; e, surpreendentemente, esperamos que todos em nossa volta compreendam nossos sentimentos. Esta situação vira um impasse que trava as relações e tornou-se um grande desafio da atualidade, para todos nós.
Compreender o outro não significa simplesmente aceitar as ideias e atitudes diferentes das suas. Também não significa apenas saber explicar os motivos que levaram uma pessoa a agir desta ou daquela forma. Ou seja, compreender a pessoa que está ao nosso lado não é falar o tanto que você sabe sobre ela e explicar o porquê de você achar que ela tem determinadas atitudes. Compreender o outro é você entender de maneira profunda os sentimentos da pessoa e a situação que ela está vivendo e demonstrar que você está ali para ajudar ou compartilhar o momento com ela. Compreender o outro significa você saber escutar o sentimento da pessoa quando quer falar do seu.
Ora, todos nós queremos e sentimos a necessidade de sermos compreendidos. Ter uma pessoa ao nosso lado, que escute nossos sentimentos, que esteja pronta todo o tempo para nos ouvir e ajudar quando estamos tristes e festejar junto quando estamos felizes. Ser compreendido significa chegar em casa e encontrar aquela pessoa, que o espera e o recebe com interesse em conhecer suas novas histórias diárias, os sentimentos que suas experiências proporcionaram. Ou que aquela pessoa que chega em casa tenha interesse em escutar os sentimentos e experiências que você vivenciou, sem ela por perto.
Acontece que, como todos querem a mesma coisa, esquecemo-nos de que para ser compreendido também temos de compreender o outro. No entanto, ninguém está totalmente habilitado para compreender o outro se, antes, em algum momento da vida, não se sentiu compreendido de alguma forma. E é exatamente esta a essência da compreensão. Ninguém é capaz de compreender o outro se não tiver sido compreendido antes. É preciso que você se compreenda, que você entenda os seus sentimentos verdadeiramente, para que consiga expressá-los de forma que o outro também possa te compreender verdadeiramente.
Vinícius Quiroga
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
A busca pelo inverno mais quentinho
Inverno, frio e cobertor... de “orelha”?!
Os relatos de muitas pessoas
sobre o assunto se resumem em: “é bom ter
uma companhia no frio, já que os programas se tornam mais caseiros no inverno,
mas o sexo é bem melhor no verão”.
É verdade que a frequência sexual
decai no inverno, ou será apenas um mito?
É natural no frio os casais
ficarem sem ânimo para buscarem as relações sexuais, isso acontece por diversos
motivos.
No inverno as pessoas tendem a
ficarem mais preguiçosas, e sexo com preguiça não é uma boa combinação.
Outro motivo é que em algumas
pessoas podem ocorrer mudanças corporais, pois acabam comendo muito mais do que
no verão, interferindo diretamente na sua auto estima, e a pessoa com uma auto
estima baixa não se sentirá sexy e diminuirá sua vontade ao sexo, se esquivando
de momentos que possam levar a ele.
As pessoas deixam de se empenhar
quando se diz respeito ao desejo sexual, se acomodam. Deixam de pensar, falar e
fazer coisas que estimulem o desejo a aparecer. Em qualquer estação do ano, é
necessário que haja estímulos sexuais, e não apenas no inverno. Se o casal já
pratica esses estímulos frequentemente, com certeza não terá problemas com a
diminuição do desejo, e se você percebeu que seu desejo está em baixa, ou o
desejo do seu parceiro (a), está na hora de começarem a fazer alguma coisa a
respeito.
Portanto, uma maneira do frio não
atrapalhar a vida sexual do casal, é não
colocar o frio como uma desculpa, e se esforçar constantemente é um exercício
para o aumento da libido.
Algumas questões podem estar
ajudando, como pensar e falar mais sobre sexo, buscar fantasias, ser criativo,
comprar brinquedos eróticos, sair da rotina, e saber usar das ferramentas que o
inverno nos oferece, como tomar um bom vinho, fazer uma jantinha com
ingredientes afrodisíacos, as carícias em baixo do cobertor pode desinibir, surpreenda
o outro preparando um ambiente quentinho e romântico, faça jogos de sedução,
criem formas divertidas e gostosas para as preliminares, use das roupas para
provocar o outro, alugue um filme provocante, enfim, aqueça a sua vida sexual
para não passar o inverno inteiro hibernando, e deixando o inverno ainda mais
frio. Lembre-se que fazer sexo, esquenta!
Psi. Adriana R. de C. Visioli
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