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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Somente as mulheres magras e jovens são felizes?

  • Cobrança para se adequar a padrões de beleza é mais forte para as mulheres, diz psicóloga
    Envelhecer é um processo difícil para todos. E não ter o corpo parecido com os das estrelas da televisão é motivo de insegurança para muitos. Mas, para as mulheres, as duas situações geram mais sofrimento. "Há uma carga maior para as mulheres por conta da exigência social e dos padrões de beleza a que elas são expostas o tempo todo. A maioria das pessoas, apesar de não admitir, observa com restrição quem está fora do modelo", diz a psicóloga Silvana Martani, da Clínica de Endocrinologia do Hospital Beneficência Portuguesa (SP).
Escrito pela roteirista e dramaturga Nanna de Castro, "Só as Magras e Jovens são Felizes" (Editora Paulinas)" é um o livro de crônicas que questiona esse drama. "É uma provocação, uma tentativa de fazer as pessoas refletirem sobre a crença que direciona grande parte da vida de muitas mulheres, até daquelas que se acham muito bem resolvidas psicologicamente, como eu", diz ela.
Famosos e anônimos mostram que peso não é um problema
Va Álbum 
A ideia surgiu quando a escritora percebeu que passava grande parte do dia tensa e culpada por se sentir gorda. "Estava me tornando uma pessoa muito infeliz, massacrada pela necessidade de atender a padrões de beleza que são muito cruéis com o envelhecimento. Percebi que nadava contra uma cachoeira para tentar ser magra e jovem, e não para ser feliz".
A cobrança por um corpo escultural não era externa, mas interna. "Ficava me torturando e dizendo a mim mesma que eu era culpada de ter 46 anos e uma barriga de mãe de trigêmeos. Culpada por ter um corpo normal para uma mulher da minha idade", afirma.
Quando percebeu o que fazia consigo mesma, Nanna diz que largou a cruz que carregava e aceitou ser como era. Com isso, ficou menos ansiosa e passou a comer menos. "Quero me sentir bem, feliz, em paz. Estas são as prioridades absolutas e sei que plástica e regime podem até ser coadjuvantes, mas estão longe de determinarem minha felicidade".

Feliz e confiante

A top model Fluvia Lacerda, 32, é o exemplo de mulher bem resolvida com sua aparência. Mora nos Estados Unidos há mais de 14 anos e virou uma espécie de Gisele Bündchen da moda plus size. "Sempre questionei a ditadura da beleza. A vida é muito curta para perder meu tempo sendo infeliz sem necessidade. Trabalhando no mundo da moda descobri pessoas que passam, como um reflexo pessoal, suas frustrações para outras. Nunca permiti que esse tipo de coisa me afetasse", diz.
Para Fluvia, a imposição de uma imagem praticamente inatingível está em toda parte. "Somos constantemente bombardeadas com a informação de que estamos erradas. Sempre quis saber quem impõe isso e o motivo pelo qual seguimos essa ideia. Acho que, a partir do momento em que nos perguntarmos isso, iremos nos preocupar mais com nossa saúde e menos com a obsessão de ser magra", diz a modelo.
Fluvia acredita que a beleza está na diferença entre as mulheres. "Nossa genética, principalmente como brasileiras, é o que nos dá uma beleza singular. Infelizmente, não fomos ensinadas a celebrar e apreciar isso", diz ela. "Acho que a forma com que fui criada é um perfeito exemplo de que, quando uma mãe ensina para sua filha que ela é linda do jeitinho dela, crescemos sem paranoias. Perdemos tempo nos apegando a uma vaidade vazia e deixamos de nos preocupar com um conteúdo de valor", afirma.
Claro que se desprender dos padrões nem sempre é fácil. Exigências externas se misturam com as internas e com as pressões culturais, e a busca pelo corpo perfeito move milhares de mulheres para as academias e para as dietas mirabolantes que prometem muito e acabam com a saúde.
"Ser magra é uma exceção genética e não significa felicidade. Entre 2001 e 2002, fiz um levantamento com 140 modelos, com 18 anos. Todas queriam emagrecer pelo menos uns três quilos", afirma o psicólogo Marco Antônio de Tommaso, que faz assessoria psicológica para agências de modelos, é credenciado pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e atuou, em 2004, como consultor na campanha Mulheres Reias da marca Dove.
O estudo ainda apontou que 92% delas fariam uma cirurgia plástica para corrigir defeitos que acreditavam ter. "É uma insatisfação permanente das mulheres. Muitas ficam ansiosas por terem engordado e outras engordam por ansiedade. O alimento passa a ser um anestésico, uma forma de diminuir esse sentimento. É preciso ver o que está por trás. Geralmente é um conflito emocional", diz Tommaso.
Espelhar-se em atrizes e cantoras bonitas, magras e jovens também pode ser uma cilada da mente. "É uma máxima que se transforma em verdade. Parece que é o único jeito de ser feliz. A pessoa se olha no espelho e acha que está infeliz por não ser igual, não ter o corpo magro, mas esquece de ver as escolhas que essa pessoa faz na alimentação e nos exercícios físicos", diz o psicólogo clínico Raphael Cangelli Filho, coordenador do grupo de psicologia do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP e supervisor de estágio clínico do curso de Psicologia da Universidade São Judas Tadeu.

Mudança consciente 



Para Fabiana Karla, o padrão de beleza que cultua a magreza está caindo no esquecimento. "Estamos passando por um momento no qual as pessoas têm trabalhado a aceitação dos outros e de si mesmas. Hoje, cada um está fazendo a sua moda e adequando o vestuário ao seu corpo, às suas formas. Arrisco dizer que as ditaduras de beleza e os preconceitos são vistos como uma coisa cafona", diz.Intérprete da personagem Perséfone, da novela "Amor à Vida", a atriz e comediante Fabiana Karla, 37, é tão bem resolvida com seu corpo que já até fez piada sobre peso no programa "Zorra Total". "Desde pequena fui 'fofuxa'. Na adolescência cheguei aos 60 quilos e, depois dos três filhos, fiquei com 80. O efeito sanfona era tanto que se me apertassem eu cantava um forró!", diz.

Apesar de se sentir bem com o peso, em dezembro de 2010, Fabiana colocou um anel no intestino para emagrecer um pouco, para prevenir os problemas que poderiam surgir no futuro, como diabetes, pressão alta e problemas cardíacos. "Fiz pensando na saúde. Tenho três filhos e muito amor à minha vida, muitos projetos a realizar. Pesquisei e vi que não me enquadraria na cirurgia de redução de estômago", diz. Com a intervenção, ela perdeu 23 quilos de forma saudável e sem tomar medicamentos. 
O psicólogo Raphael Cangelli Filho também acredita que a saúde deve ser a única preocupação de quem deseja emagrecer. "Não pense no que foi ditado pelo outro. É uma busca pelo prazer pessoal. Corra atrás da magreza saudável e fuja dos padrões. É preciso que a mulher se sinta melhor consigo mesma, o que é muito diferente da obsessão, que chega a limites doentios", afirma.
Para o psicoterapeuta Marco Antônio de Tommaso, é preciso saber qual o peso viável para cada pessoa, e não o ideal. "Comparar-se com as mulheres mais bonitas do mundo é cruel. Nem as top models são tão lindas de cara lavada", diz.
Para a psicóloga Silvana Martani, a servidão a um padrão tem dia e hora para acabar. "Cada mulher irá romper com a exigência como puder, passando a ser mais autêntica, liberta e valorizando a saúde como o bem mais precioso. Então, serão realmente bonitas", diz.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Dia dos namorados chegando, e nada melhor do que comemorar este dia ao lado da pessoa especial que escolhemos para estar ao nosso lado.

Quem tem esta pessoa, não desperdice esse momento tão grandioso para dar um “UP” no relacionamento.

Uns ficam na dúvida sobre o que fazer, o que dar de presente... outros ficam na expectativa deixando muitas vezes nas “mãos” do outro a iniciativa de fazer algo diferente. E em alguns casos, nenhum faz nada!

Existe uma importância muito grande para o casal não passar o dia dos namorados em branco, sejam eles casados ou não. A importância é que conforme os dias vão passando, os casais vão esquecendo de demonstrar seu sentimento ao outro, perdendo inúmeras oportunidades e momentos, ou até mesmo ficam esperando que este momento apareça sozinho, não vão atrás dele, e este dia é uma oportunidade do casal criar um clima especial, sair da rotina, demonstrar sentimentos e colocar aquele temperinho que há tempos está guardado no armário.

Namorar não é apenas um “status de relacionamento”, namorar significa ter uma relação afetiva com uma pessoa, a qual existe o desejo de compartilhar os momentos vivenciados, os sentimentos, demonstrar carinho, afeto, ter vontade de beijar, de abraçar, sonhar, respeitar... enfim, namorar é uma união que envolve afeto, e que este afeto precisa ser demonstrado.

Se existirem dúvidas sobre o que fazer neste dia, criem esse momento juntos! Conversem sobre o que cada um gostaria de fazer, imaginem esse momento, compartilhem fantasias, brinquem durante a semana um com o outro, e no dia, caso forem cozinhar, que tal irem os dois juntos para a cozinha? Será um momento de organizarem uma noite especial, aproveitando para estreitar a comunicação, a intimidade, e até mesmo estimular a libido do casal. Lembrando que tudo o que é feito com descontração fica muito mais gostoso.

Não fique esperando uma atitude do outro, tenha você!  

Nem sempre o melhor presente é um objeto, mas pode ser as atitudes que terá neste dia. Ser criativo é buscar uma novidade, é sair do óbvio, é surpreender aquela pessoa com algo que ela não esperava.

Aproveite este dia para sair da rotina! A rotina não é apenas um lugar, mas também são comportamentos, ou seja, não adianta ir jantar em lugar diferente e agir da mesma maneira como todos os dias. Palavras ditas ou escritas, demonstrações, carícias, pequenos gestos podem significar um dia muito especial, e momentos especiais engrandecem qualquer relacionamento, portanto, busque por eles!

Uma feliz semana do dia dos namorados!


Psi. Adriana R. de C. Visioli 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Vida a dois: não importa a crise sexual, sempre é possível recomeçar

Se é solteiro(a) reclama a falta que faz uma parceria, se casado ou mora junto, reclama da monotonia e da falta de liberdade.

Essas reclamações sempre recaem também nas questões sexuais.

As mulheres reclamam da falta de romantismo e sedução: da busca por parte dos homens de um sexo direto, sem carícias envolventes. E os homens por sua vez reclamam da falta de sexo. Eles querem mais: uma vez por semana é pouco; que dirá sexo quinzenal ou mensal! Outra queixa deles é a pobreza sexual sem variações: só o mesmo roteiro "papai-mamãe".

Essas dificuldades têm como consequência o afastamento do casal e, num círculo vicioso, as reclamações só tendem a aumentar!

Alguém precisa quebrar esse ciclo de acomodação e reclamações.

Há quanto tempo esse casal não sai sozinho? Sem família,  filhos ou amigos?

Atividades não sexuais podem apimentar vida sexual:   

1ª) Retomem o clima de namoro;

2ª) Demonstrem interesse e prazer de estar com o outro;
3ª) Saiam para ir ao cinema, vejam o pôr-do-sol ou simplesmente passeiem de mãos dadas;

4ª) Vejam um filme romântico em casa ou faça, uma sessão remember de músicas que vocês curtiram juntos;

5ª) Tomem um vinho juntos e escolham umas dez ou quinze fotos de vocês em momentos gostosos, apaixonados ou apenas divertidos e revejam ...

Enfim, falo da importância de fazer coisas como casal, juntos!

As pessoas trabalham e ficam fora de casa muitas horas. Um torpedo malicioso ou telefonema carinhoso no meio do dia pode trazer um efeito excelente. Na maioria dos casos, as pessoas voltam para casa a tempo de comer e dormir. Se cada um fica num cômodo da casa, assistindo TV, navegando na internet, cozinhando ou fazendo uma outra atividade sem comunicação e troca... o distanciamento fica evidente.

Eu não estou dizendo que tenham que ficar grudados o tempo todo, mas sim estar mais perto, isso pode fazer muita diferença e dar a chance de uma aproximação física.

10 dicas para variar o roteiro sexual: 

1ª) É preciso sair da acomodada rotina: transar sempre num determinado dia, no mesmo horário, após o banho ou quando acorda, sem investir em variações.

2ª) Resgatem práticas sexuais que foram deixadas de lado; 
3ª) Tomem banho juntos, é altamente erótico;

4ª) Mude a lingerie: nada daquele conjunto básico, biquíni da vovó e cor da pele, invista em lingeries menores, sensuais, de diferentes cores;
5ª) Permita-se usar apetrechos que possam trazer suspense ou excitabilidade à relação: pode ser uma venda nos olhos; estimular o corpo com uma pena/pluma; cremes que esquentam ou esfriam; cremes com sabor que facilitam brincadeiras mais erotizadas de lamber ou chupar diversas áreas do corpo...

6ª) Façam uma troca mútua de caricias: muitos não gostam de nomear, mas trata-se de masturbação mútua;

7ª) Explorem o corpo com beijos, mordiscadas e sexo oral. Para a prática de sexo oral seguro e para mulheres que ainda não têm muita segurança ou prazer/conforto com cheiro ou gosto do sêmen, orienta-se o uso de preservativo; os com sabores/aromas podem até fazer parte de uma brincadeira entre o casal: hoje vai ser de menta, morango, chocolate ou  até de coca-cola;

8ª) Mude, varie o local da transa: isso abre a possibilidade para a criatividade rolar...;
9ª) Varie posições; permitam-se experimentar sempre... isso traz um gosto de coisa nova;
10ª) Brinque com fantasias, traga um filme mais sensual ou erótico; assista na própria internet, onde os filmes são segmentados para todos os gostos e fetiches.

Para esquentar o desejo, nada é proibido! O que fica proibido é continuar na postura de quem só reclama e acha que a relação dos outros é melhor, ou fica sempre na expectativa de que o outro mude.  No caso, os dois são  responsáveis por essa aproximação.

E alguém tem que começar...

 Dê esse artigo para sua parceria ler com um bilhetinho: Vamos começar a mudar, a melhorar?
                     
Boa sorte!

por Arlete Gavranic

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Fugir de abraços podem significar problemas

Hoje é o Dia do Abraço. 

O abraço pode ser considerado gostoso para muitos, mas existem pessoas que se sentem mal quando existe alguma forma de aproximação para demonstração de afeto, ou até mesmo para qualquer contato físico.

Existem diversos motivos que podem levar uma pessoa a não gostar de abraçar. Como por exemplo a nossa história, que é uma das principais responsáveis pelo que somos hoje. Desde criança vamos aprendendo a construir conceitos e vivencias através do contexto em que estamos inseridos. Infelizmente, não reproduzimos apenas as coisas boas, mas também as negativas. Ao longo dessa construção, vão vindo estímulos e consequências positivas e/ou negativas, que poderão interferir em como lidamos com as demonstrações de sentimentos e afetos, ou seja, se você se sente a vontade ou não em demonstrar e em receber essas demonstrações de outras pessoas.

Em algumas síndromes um dos comportamentos para o diagnóstico é não gostar de contato físico, como a Síndrome de Asperger e o Autismo. Se essas síndromes não forem tratadas adequadamente por profissionais especializados durante a infância, poderá repercutir em sua fase adulta.

Outros motivos que podem gerar adultos que fogem de abraços, podem ser traumas passados. Como por exemplo, um abuso sexual na infância ou outro tipo de violência. Este pode ocasionar diversos conflitos, e entre eles estão as dificuldades em demonstrar sentimentos, agressividade, a esquiva de situações e de relacionamentos, a fuga da intimidade com o outro, transtornos e dificuldades sexuais, entre outros.

A experiência dentro de casa também reflete em abraçar muito, pouco ou nada. Se uma criança cresce em um ambiente a qual os pais ou cuidadores não se abraçam nunca, e também não o abraçam, certamente quando crescer, não dará tanta importância ao abraço.

Casais, ao longo do tempo em que estão juntos, vão perdendo o hábito de se abraçarem.

O abraço é uma demonstração de afeto. É considerado por muitos um aconchego, um comportamento que pode amenizar qualquer sofrimento. 

Não deixem o abraço se extinguir da vida de vocês. O abraço faz bem a nossa saúde e faz bem ao outro. Nos dá sensações prazerosas. Abraçar pode diminuir o estresse, a ansiedade e o medo... Também aproxima pessoas estreitando a intimidade.

Durante um abraço, a empatia precisa estar presente para ser gratificante, ou seja, precisa ser sincero e com confiança, e através do abraço é capaz de unir sentimentos positivos, sejam eles passados entre pais e filhos, amigos, familiares, namorados, casados...

Analise como você se comporta e o que você sente quando recebe um abraço de pessoas que você gosta. Caso perceber que sente algum tipo de desconforto, procurar uma ajuda de um psicólogo pode ajudá-lo a decifrar e a buscar meios para lidar com essas situações.

Abraçar faz muito bem, portanto, um grande abraço a todos os leitores!

Psi. Adriana Visioli