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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Curta o carnaval sem ter prejuízos para sua boca


Carnaval, festa, curtição... doenças. Opa, doenças? Sim! No carnaval aumenta significativamente na população a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, e também as doenças pelo beijo.  E é sobre essas doenças transmitidas pelo beijo que quero ressaltar neste texto.

Beijo é bom demais, mas pode trazer sérios problemas se não tiver cuidado em qual boca acontecerá esse beijo, ou esses beijos.

É comum no carnaval ver jovens fazendo apostas de quem beija mais em uma única noite, e esse tipo de comportamento só aumenta as chances de contrair doenças, e uma muito frequente é a mononucleose.


A mononucleose é transmitida por um vírus ( da mesma família do herpes), através de contato íntimo e troca de saliva, ou seja,  o beijo! A forma de transmissão mais fácil é através do beijo, porém pode-se também acontecer com copos e talheres ( mas essa forma de transmissão do vírus é mais difícil). Os sintomas  iniciais podem ser confundidos com uma gripe;  dor de garganta,  febre,  gânglios inchados,  tosse,  dores nas articulações e  manchas na pele.  Em casos mais graves, e quando a pessoa está com uma baixa imunidade, pode causar anemia e meningite.


A herpes labial também é muito fácil contrai-la beijando. É um vírus que causa uma afecção cutânea aguçada. Se manifesta de tempos em tempos, principalmente quando ocorre uma queda da imunidade. São formadas lesões na boca (feridas).


Outra é a candidíase, um fungo que causa infecções na boca, popularmente conhecido como sapinho.  A candidíase oral pode causar dor e vermelhidão da boca e mucosa, podendo aparecer algumas manchas brancas na mucosa da língua e bochecha.

O beijo também pode transmitir algumas doenças sexualmente transmissíveis. A AIDS pode ser transmitida pela boca apenas se tiver feridas ou cortes.

Enfim, a boca é uma região que se encontra inúmeras bactérias diferentes, alguns estudos colocam em torno de 1000 tipos de bactérias, portanto, é um veículo de bactérias, e de problemas; cárie dental, gengivite, faringite, laringite, amigdalite, herpes labial, mononucleose, hepatite, HPV, meningite, uretrite, candidíase, gripe, tuberculose, sífilis, gonorreia, são algumas das doenças que podem afetar a boca, seja através de um beijo na boca, ou na área genital.

Se precaver é a melhor forma de se distanciar desses problemas bucais, como:

·         Ficar atento se o outro tem feridas nos lábios, mau hálito, dentes mau cuidados, gengiva muito vermelha ou com sangramento. Caso for positivo nestes itens, é melhor evitar o beijo.

·             Fazer sexo oral sempre com preservativo.

·           Se uma das bocas tiver piercing, um beijo mais ardente pode provocar um sangramento na região, e caso a pessoa tiver o vírus do HIV, pode ser transmitido se tiver alguma lesão bucal.

·            Sempre manter uma boa higiene bucal diariamente, e sempre após as refeições.

Neste carnaval, os beijoqueiros de plantão, devem ficar atentos na bocas que serão beijadas, e não esqueçam que uma boa higiene também contribui para uma saúde como um todo.

E não esqueçam, beijo seguro e sexo seguro

 CAMISINHA SEMPRE!



Um ótimo carnaval para todos!

Psi. Adriana Visioli

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Indicação de leitura

Ótima leitura para iniciar o ano!


Qual É a Tua Obra?

Inquietações Propositivas Sobre Gestão, Liderança e Ética


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Reclamações em Crise

Revista Fôlego, Editora DFP, 1 Ed. Outubro/2013

Virgindade: o dilema!

Ser virgem significa nunca ter tido uma relação sexual. Mas afinal, o que isso significa?

Relação sexual é uma ação entre duas ou mais pessoas, que deve ter como objetivo a satisfação sexual, onde existem diversos tipos de atividades sexuais (oral, anal, sem penetração, com penetração...), porem o que mais se estabelece é o junção dos órgãos genitais.

O termo e o conceito de ¨virgindade¨ foi sendo construído pela sociedade, a qual ao longo de toda a história ela foi estabelecendo critérios sobre quando, como, e onde as pessoas deveriam ¨perder¨ a sua virgindade.

Ha alguns anos, a virgindade era tratada com muito zelo. Não se falava muito sobre o assunto, e quando surgiam comentários, focavam o ¨ser virgem¨ apenas ao sexo feminino. Alguns homens, ou melhor, meninos, eram levados pelos seus pais em casas de prostituição para deixarem de ser virgens. Era, e pode-se dizer que continua sendo, um orgulho para alguns pais saber que o filho homem já transou. E as meninas, eram instruídas que sexo era sujo, e que ela jamais poderia fazer, ou se fosse fazer, apenas depois que casasse. E assim foram sendo criados conceitos, regras, estigmas, tabus, preconceitos... 

Atualmente a virgindade parece ser tratada como um comércio, um produto que está ali só incomodando. Até meninas leiloando a sua virgindade já apareceu na internet. Um exemplo também são as novelas que mostram situações constrangedoras para quem é virgem, ou seja, a mídia deturpa o sexo, e deixa explícito a sexualidade de um jeito que não condizem com algumas idades de pessoas que estão assistindo, fazendo com que elas interpretem a situação mostrada de uma maneira errada. Isto é o que eu tenho visto em meu consultório, adolescentes virgens desesperadas para deixarem de ser, mentiras no rol de amigos dizendo que não é mais virgem com medo de ser julgada (o), falta de informação correta, falta de prevenção contra gravidez e dst´s, promiscuidade, entre outras situações que só me deixa mais preocupada com a parte da educação sexual com os adolescentes.

Julgamentos, e o medo deles, fazem com que pessoas tenham desvios de comportamento e emocionais. Julgamentos que são desde comentários até atitudes, como por exemplo, ter comentários sobre uma pessoa que é virgem  porque ele é feia, ou até mesmo comportamentos como apostar com amigos em conseguir transar com a pessoa que é virgem. 

Ser virgem não é uma doença, e nem deve ser visto como um problema. Lógico que tudo depende de pessoa para pessoa, desde a sua idade até a sua história de vida, da sua educação, cultura, religião e princípios. 

A primeira vez, tanto da mulher como do homem, é muito importante e irá fazer parte da construção da própria sexualidade. ¨Perder¨ a virgindade simplesmente porque quer, porque os amigos já não são mais virgens, por pressão da sociedade, por impulso, ou com qualquer pessoa, pode acarretar em diversos problemas futuros, e dentre eles, as disfunções sexuais. Nos homens, as disfunções sexuais mais frequentes é a ejaculação rápida ou atrasada, a perda de ereção, falta de desejo sexual ou até um desejo exacerbado, podendo provocar uma compulsão sexual. Nas mulheres algumas disfunções é o vaginismo, dispareunia, a anorgasmia, baixo desejo sexual entre outros. 

A sexualidade humana é construída ao longo da vida, e é por isso que a primeira vez do sexo é tão importante, pois é o primeiro contato físico sexual que a pessoa terá, e que com certeza ficará marcado essas lembranças.

¨Perder¨ a virgindade requer um momento de reflexão e de amadurecimento. Tudo tem o seu momento e a idade adequada, portanto, é importante saber qual é esse momento, estar certa (o) que realmente está pronta (o) para realizar a primeira atividade sexual, gostar muito da pessoa, confiar, e acima de tudo, obter informações sobre prevenção de uma gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis.

Se existir qualquer dúvida, significa que não é o momento adequado de ¨perder¨ a virgindade. Conversar com os pais, e/ou pedir que os levem em profissionais especializados (como médicos, psicólogos e sexólogos) para tirar as dúvidas antes de inciar a vida sexual, pode contribuir para essa primeira vez não acontecer de maneira que haja arrependimentos. 

Sabendo disso, iniciar uma educação sexual dentro de casa é o mais recomendado, procurando também informações corretas para passar aos filhos. 

A virgindade não é um produto, que de repente você resolve não te-la mais. Com cautela e responsabilidade, no momento certo e com uma pessoa que haja afeto, com certeza será muito melhor esta primeira vez, que repercutirá nas demais relações sexuais.

Busque informações, procure um profissional especializado, pois a educação sexual não pode ser vista como uma educação à parte, mas sim fazendo parte da educação global de cada pessoa.

Psi. Adriana Visioli