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terça-feira, 31 de julho de 2012

Dia do Orgasmo










Hoje é o dia do orgasmo, e nada melhor do que esclarecer algumas dúvidas que muitas pessoas trazem consigo, mas tem vergonha de perguntar.












O que é orgasmo?

O orgasmo é a uma fase do ciclo da resposta sexual. É um momento em que a pessoa consegue chegar ao intenso prazer sexual ( clímax ). Pode ser experimentado tanto por homens como por mulheres.

Quando o homem ejacula é o mesmo que dizer que ele está tendo um orgasmo?

Não, o homem pode ter um orgasmo ao mesmo tempo em que estiver ejaculando, porém a ejaculação e o orgasmo são reações distintas, ou seja, um homem pode ejacular sem ter o orgasmo, ou ter um orgasmo sem ejacular. A ejaculação é um fenômeno mais mecânico, em que o líquido ejaculatório migra de um local para outro por meio de uma pressão. O orgasmo são fenômenos corporais e neurofisiológicos. A sensação ejaculatória pode provocar no homem muito prazer. 

Como acontece o orgasmo?

Para ter um orgasmo, é necessário que a pessoa esteja com um nível de excitação elevado, mantendo-o por um período neste nível. Ele se inicia no cérebro. No orgasmo, acontecem várias contrações musculares, e sensações de euforia ( o que muitos associam a "explosões" internas ). Essas sensações vão variar de intensidade em diferentes relações.

Como saber se você teve um orgasmo?

Não existem regras, até porque cada organismo reage de uma maneira. Algumas respostas físicas podem auxiliar a saber se teve ou não um orgasmo, como as contrações musculares, principalmente na região pélvica. A sensação de "apagão", ou seja, que saiu da terra por alguns instantes, também indicam o orgasmo. Porém, é sempre necessário cada um se auto-observar, se conhecer, pois só assim saberá como seu organismo vai responder a um orgasmo.

O homem pode sentir as contrações internas da vagina quando a mulher está tendo um orgasmo?

Nem sempre. Vai depender da intensidade dessas contrações, e também da musculatura. O pompoarismo ajuda a fortalecer a musculatura interna da vagina, podendo refletir nessas contrações, tornando-as mais intensas, podendo assim o homem sentir um pouco essa contração, mas nem sempre ele perceberá. 

A mulher tem ejaculação?

Há muitos questionamentos sobre a ejaculação feminina. O líquido que sai da vagina durante a relação sexual geralmente é um lubrificante produzido pelo organismo da mulher para melhorar e facilitar a penetração ( é involuntário ), e quando a mulher tem o orgasmo, por conta das contrações, esse líquido é expelido em maiores quantidades.

É normal o homem após ter um orgasmo perder a ereção?

Após a ejaculação, vem uma fase do ciclo da resposta sexual que é o período refratário. Este período varia de indivíduo para indivíduo, mas a média é de 30 minutos. Neste período refratário, ocorre como se fosse uma "queda" da adrenalina, ocasionando uma perda da ereção. É necessário o homem aguardar este tempo, e a parceira compreender, para que o corpo do homem volte a responder aos estímulos sexuais. Passado este tempo, e se ainda houver o desejo sexual e estimulação suficientes, pode voltar a ter uma nova ereção.

A camisinha dificulta a chegada do orgasmo nas mulheres?

Não, a camisinha pode até facilitar, pois diminui a preocupação de engravidar e/ou de contrair uma doença sexualmente transmissível, deixando-as totalmente focadas na relação sexual e no prazer.

O que são os orgasmos múltiplos?

São várias sensações de orgasmos ( contrações, euforia...) uma seguida da outra. Os orgasmos múltiplos são vantagens apenas das mulheres, e acontecem quando mantêm a excitação por um tempo mais prolongado, mas para que isso aconteça é necessário ter vários estímulos sexuais para que a excitação não diminua.


Eu posso não ter um orgasmo por fatores emocionais?


Sim. Experiências passadas contribuem para a construção da sexualidade de cada indivíduo, bem como dificuldades atuais também podem estar interferindo. É importante a pessoa identificar esta dificuldade, e buscar ajuda de um profissional qualificado nesta área da sexualidade.

Por que é mais fácil a mulher ter um orgasmo com estimulação do clitóris do que com a penetração?

A mulher precisa de um tempo maior para se excitar comparando com os homens, por isso a importância das famosas preliminares. Quanto mais estímulos sexuais, jogos sexuais, mais fácil será para a mulher se excitar. E o orgasmo é o clímax dessa excitação.  O clitóris por ser um órgão externo, e fácil de tocar (friccionar), acaba sendo o artista principal para se chegar ao orgasmo, também por ter uma vascularização e enervação capaz de proporcionar muito prazer à mulher. O clitóris sendo bem estimulado, e após isto acontecer uma penetração, a mulher pode sim ter um orgasmo vaginal. É importante ressaltar que todo tipo de orgasmo é bom, basta a mulher se deixar levar pelos estímulos do parceiro. Existem posições que facilitam a mulher a ter um orgasmo vaginal, como por exemplo ela por cima, o que facilita a ter um melhor controle de fricção do clitóris no púbis ( parte superior ao pênis) do homem.

Existem exercícios que os homens podem fazer para intensificar o orgasmo?

Existem. Os músculos pubococcigeos ( que sustentam o pênis), se fortalecidos, podem aumentar o tempo de controle ejaculatório, e como após a ejaculação o pênis perde a rigidez, a ejaculação mais tardia aumenta o tempo da ereção, podendo aumentar assim o tempo da sensação orgástica. Geralmente esses exercícios são passados por sexólogos.

Existem exercícios que facilitam a mulher a ter um orgasmo?

Sim. Em primeiro lugar, conhecer seu próprio corpo. Se auto-observar sem olhar crítico facilita a mulher a se sentir mais segura; descobrir onde e como gosta de ser tocada; ter intimidade com seu próprio corpo; descobrir sensualidades; exercícios do pompoarismo... enfim, existem diversas técnicas que as mulheres podem estar colocando em prática para se sentirem com uma auto-estima mais elevada, se sentindo mais confiantes, sendo capaz de deixarem se entregar e receber prazer.  

Caso tenha alguma dúvida, fique à vontade para perguntar, e assim que possível estarei respondendo!


Psi. Adriana R. de C. Visioli



segunda-feira, 30 de julho de 2012

Doutorado em sexo



Pronto para inaugurar o ano com outra qualificação sexual? Em 6 módulos, nossos especialistas sugerem um caminho para você compreender mais sobre o corpo e a mente da mulher. Dê um up na transa e no seu poder de sedução.


MÓDULO 1 – Biologia evolutiva

Para ser o homem que ela procura


As escolhas da garota dependem da época do mês. Entenda o motivo e caia nas graças dela!


“Os hormônios femininos mudam durante o ciclo menstrual e influenciam as preferências sexuais da garota”, afirma Randy Thornhill, biólogo e professor da Universidade do Novo México (EUA). Ou seja, há dias em que ela sente mais desejo. “É no período fértil, quando ocorre a ovulação – por volta do 14º dia após o início da menstruação. Nesse momento, aumenta o nível de testosterona na mulher e a libido se intensifica”, explica Amaury Mendes Junior, ginecologista e professor do ambulatório de sexualidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mais: a garota também pode mudar o critério de seleção. “Nos dias férteis, inconscientemente ela tende a privilegiar genética: o homem com sinais claros de efeitos da testosterona”, diz Randy. Ou seja, ela se derrete pelo cara em quem vê porte de provedor e protetor. “Fora da ovulação, a mulher se inclina a priorizar personalidade. Observa o comportamento e, em geral, prefere generosos e românticos.” Mas como nem sempre é possível saber em que fase menstrual ela está – e como sempre há exceção em regras –, conheça comportamentos que indicam anseios da garota e aja para se dar bem.
O comportamento: A garota está olhando para você, mas de um jeito que o deixa em dúvida se ela está a fim.

Significa que ela quer: Romance.

Sua ação: Seja generoso. Segundo pesquisa no The British Journal of Psychology, as mulheres se atraem pelo homem altruísta. “Ela quer alguém atencioso, que preze a necessidade dos outros”, explica Carla Cecarello, psicóloga de São Paulo e coordenadora do Projeto Ambsex (Ambulatório da Sexualidade), da Associação Brasileira de Sexualidade. Calma, se a garota estiver num desses dias não precisa se inscrever num trabalho voluntário ou fundar uma ONG. Segurar a porta para pessoas passarem, se oferecer para lavar a louça, ser simpático, ajudar um idoso a atravessar a rua e se propor a fazer um favor são atos que soam generosos. Explicitam que você sabe ser amável e contribuir com o bem-estar alheio.
O comportamento: A garota veste roupas que realçam o corpo.

Significa que ela quer: Masculinidade.

Sua ação: De acordo com estudo da Universidade de Utah (EUA), homens mais altos e largos são vistos, inconscientemente, pelas mulheres como “dominantes evolutivamente”. No período fértil, você leu, elas dão mais credibilidade à “genética da testosterona”. Não tem dois metros de altura? Deixe a barba por fazer: para a garota, é um dos principais símbolos de masculinidade.
O comportamento: A garota fixa os olhos em você com frequência.

Significa que ela quer: Características híbridas.

Sua ação: Mantenha o porte de macho, ande com a coluna reta e o peito aberto, e lance atitudes sutis, simpáticas. Fazer elogios à parceira cai bem aí – veja como no próximo módulo.


 MÓDULO 2 – Sociologia
Para elogiar com perfeição


Explicitar que valoriza o corpo e o jeito dela turbina a libido. Aqui, o melhor caminho para dizer
Falar as palavras certas nos momentos certos dá a ela a confiança necessária para você ter o sexo que quer. “Quanto mais a mulher se percebe desejada mais deseja o parceiro”, afirma Amaury. Para tanto, elogiar é infalível. Desde que você mande bem no tom. “Fale de forma verdadeira”, indica Oswaldo Martins Rodrigues Junior, psicoterapeuta e diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, em São Paulo. “A mulher só crê no elogio se reconhecer nela a qualidade que você destacou.” É arriscado ressaltar algo que a garota não gosta em si. E é comum ela ter complexos. “Os ideais de beleza feminina que os homens possuem são a razão principal para a mulher achar frustrações no corpo”, diz Patricia Leavy, socióloga no Stonehill College (EUA). Ainda não conhece tanto sua musa para saber quais os complexos dela? “Ressalte qualidades do jeito de se mexer, de falar, de vestir”, sugere Carla. Ou siga estes truques rápidos para elogiar o corpo sem erro.
Barriga: As mulheres costumam encanar com essa região, mesmo que sejam magras. Se notar que a sua tenta esconder a barriga ou fica pouco à vontade quando a mostra na cama, mude o foco das palavras. “Deixe a aparência de lado e elogie a boa sensação de tocar aquela pele lisa”, sugere Simone Bienne, terapeuta psicossexual britânica.
Seios: “Jamais fale do tamanho”, diz Simone. “Além de ser clichê, pode fazer a garota se sentir um objeto – ainda que tenha um volume que goste.” Diga, por exemplo, que os seios são lindos e você adora beijá-los. Vai excitá-la.

Bunda: Elogiar como a forma dela se encaixa perfeitamente nas suas mãos costuma dar certo. “A combinação é reconfortante e, portanto, mais  convincente”, afirma Simone, já que você não cita tamanho nem pele – vai que a parceira também tem paranoias quanto à celulite e etc.
 MÓDULO 3 – Psicologia evolutiva
Para sacar como ela mostra que quer sexo


Conexões do cérebro podem fazê-la explodir de prazer. Comande-as

“Cinco pares de nervos enviam sensações do corpo feminino ao lóbulo paracentral, no cérebro – a parte do córtex sensorial que induz ao orgasmo”, afirma Barry Komisaruk, neurocientista e professor da Universidade de Rutgers (EUA). Essas partes são clitóris, interior da vagina, colo do útero, útero e mamilos. Enquanto o colo do útero e o útero são melhores alcançados por seu pênis, você pode atiçar bastante os outros três locais com os dedos e a língua. “Estimule-os individualmente e desencadeie uma reação que ativa o orgasmo. Estimule todos de uma vez e produza um prazer mais forte, complexo e gratificante”, diz Barry. Com uma condição. “Compreenda as emoções da parceira para ter um controle maior na hora de proporcionar o orgasmo”, explica Oswaldo. Saber o que ela curte ouvir de você durante a transa, e como prefere ser tratada, ajuda. Isso posto, eis o passo a passo para levar a garota às alturas – sem sair da cama.


Passo 1 Aproveite o relax que rola na sequência de uma boa transa para perguntar qual parte do corpo dela é especialmente sensível. Se a garota responder 
mamilos, vagina ou clitóris, pule para o Passo 3. Do contrário, siga para o Passo 2.

Passo 2 Comece nos mamilos, vá para a vagina e depois ao clitóris: acaricie essas áreas com seus dedos e/ou língua. Simultaneamente, passeie com a(s) mão(s) livre(s) pelo corpo dela. Isso vai ajudar a garota a relaxar e a se sintonizar com o que mais a excita.
Passo 3 Se a parceira acelerar a respiração e/ou enrijecer músculos enquanto você estimula os mamilos, a vagina ou o clitóris, indica que você acionou legal o botão ligar. A chave para o superorgasmo é não negligenciar agora as outras áreas. Certifique-se de passar o mesmo tempo – de 90 a 120 segundos – nelas antes de voltar ao ponto-chave.
Passo 4 O crucial aqui é notar as reações da parceira, inclusive para escolher o momento de penetrá-la. A maioria das mulheres precisa se concentrar nas sensações que você fornece para chegar a poderosos orgasmos. Interrupções inesperadas podem fazer o tesão da parceira dar um passo atrás. Para evitar, acompanhe os movimentos dela. Puxa você para ter maior pressão? Afasta-o para ter menos? Saque isso e fique no ritmo. Ela vai explodir de prazer – você também.
MÓDULO 5 – Psicologia
Para não queimar a largada


A garota esfria o clima por causa de duas ações masculinas. Despache-as de seu repertório
Em pesquisa encabeçada por Cynthia Graham, psicóloga clínica da Universidade Brunel (Inglaterra), as mulheres deram dois motivos para explicar a puxada de freio que dão às vezes numa relação. “Elas decidem parar ou porque alguns homens querem chegar muito rápido aos genitais, ou porque são tímidos demais para excitá-las”, diz Cynthia. É fácil agir no meio termo: aplique os ensinamentos desta reportagem e garanta que a festa de vocês role a noite inteira.


MÓDULO 6  – Antropologia
Para fazer a parceira pedir bis, sempre


Há um neurotransmissor que ajuda você a ser imprescindível no calendário dela. Estimule-o

“A paixão está relacionada ao nível de dopamina no cérebro”, diz Helen Fisher, antropóloga biológica da Universidade Rutgers (EUA). Esse neurotransmissor atua nos centros de recompensa e prazer do cérebro e duas coisas aumentam o nível dele por ali. A primeira: fazer cada vez mais sexo – de qualidade, claro. “Um estudo recente mostrou que 35% das pessoas acabaram tendo um relacionamento sério após transar pela primeira vez com seu par”, afirma Helen. “É uma prova de que circuitos cerebrais do amor e do sexo estão ligados.” A segunda coisa para elevar a taxa de dopamina da parceira: propor, e realizar, atividades que sejam excitantes para ela – uma viagem, um jantar especial, tudo que a faça se sentir bem ao seu lado. “Promover o bem-estar da garota leva-a a ficar mais disponível para o sexo”, afirma Oswaldo. Uma mulher satisfeita com um homem sempre quer retribuir isso a ele.

Camila Dourado e Stuart Hood 


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Reflexão

"Imagine a vida como um jogo, no qual você faz malabarismo com cinco bolas que são lançadas no ar... Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito. 
O trabalho é a única bola de borracha. 

Se cair, bate no chão e pula para cima. 

Mas as quatro outras são de vidro. 

Se caírem no chão, quebrarão e ficarão permanentemente danificadas. 

Entendam isso e assim conseguirão o equilíbrio na vida". 

Como? 

Não diminua seu próprio valor comparando-se com outras pessoas. 

Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial. 

Não fixe seus objetivos com base no que os outros acham importante. 

Só você tem condições de escolher o que é melhor para si próprio. 
Dê valor e respeite as coisas mais queridas de seu coração. 
Apegue-se a ela como a própria vida. Sem elas a vida carece de sentido. 
Não deixe que a vida escorra entre os dedos por viver no passado ou no futuro. 
Se viver um dia de cada vez, viverá todos os dias de suas vidas. 
Não desista enquanto ainda é capaz de um esforço a mais. 
Nada termina até o momento em que se deixa de tentar. 
Não tema admitir que não é perfeito. 
Não tema enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser valentes. 
Não exclua o amor de sua vida dizendo que não se pode encontrá-lo. A melhor forma de receber amor é dá-lo. A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio. A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas. Corra atrás de seu amor, ainda dá tempo! 
Não corra tanto pela vida a ponto de esquecer onde esteve e para onde vai. 
Não tenha medo de aprender. O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega facilmente. 
Não use imprudentemente o tempo ou as palavras. Não se pode recuperar uma palavra dita. 
A vida não é uma corrida, mas sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo. 

Lembre-se: Ontem é história. 

Amanhã é mistério e 

HOJE é uma dádiva. Por isso se chama "presente".



Brian Dyson (ex-presidente da Coca-Cola Co.)



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Crossdresser: Uma questão de gênero


No Carnaval é comum encontrarmos homens travestidos de mulher, ou “montados”, como se diz atualmente. Alguns blocos carnavalescos assim se popularizaram e muitas pessoas consideram normal e divertido ver um “bigodudo” de colombina ou noiva grávida.

Na festa do Rei Momo, quebrar os rígidos padrões de moralidade pode soar divertido e contagiante. Mas na vida real não funciona assim.

Pessoas que rompem esses padrões como forma de expressão ou para a realização de fantasias são consideradas pervertidas e anormais e, fatalmente, serão discriminadas pela maioria.

O que pouca gente sabe é que um CD ou Crossdresser (“vestir-se ao contrário”) não o faz porque é homossexual, nem tampouco transsexual. Seu comportamento quebra a rigidez do que é socialmente aceitável quanto à expressão dos gêneros masculino ou feminino no que se refere ao vestuário.

Lembrando Pepeu Gomes na música Masculino e Feminino “Ser um homem feminino, não fere o meu lado masculino”, esse pensamento talvez seja o grande diferencial de um Crossdresser, já que se apresenta ao público com o vestuário do sexo oposto ao seu sexo bio­lógico sem, no entanto, perder sua masculinidade.

Então um Crossdresser pode gostar de mulher? Sim, perfeitamente. Algumas CDs podem se descobrir transsexuais, mas muitos homens transgêneros se casam com mulheres e são ainda mais realizados quando aceitos por suas esposas. Quando isso acontece, eles contam com o apoio de uma S/O (Supportive other, ou supportive opposite), ou seja, pessoa do sexo oposto que dá suporte ao CD.  Se sua orientação sexual for hetero, o fato de gostar de se vestir de mulher não o fará sentir-se atraído sexualmente por homens.

Concluindo: as práticas sexuais de um homem que se veste de mulher não estão diretamente relacionadas à prática Crossdressing, podendo ele ser heterossexual, bissexual, ou assexual.

No que diz respeito à prática Crossdressing propriamente dita, ela também varia de acordo com a realidade de cada um. De forma ainda minoritária, alguns CDs saem literalmente do armário, andando pelas ruas sem se preocuparem com as convenções sociais. Mas outros, em sua maioria, por motivos profissionais ou por questões familiares, não tornam a prática pública e, por essa razão, procuram os espaços destinados para tal, ou eventos promovidos por instituições como o BCC – Brazilian Crossdresser Club, que completou recentemente 15 anos de existência.

Em alguns casos, a intervenção ou mudança corporal acontece, levando a CD a buscar recursos que possam traduzir a sua feminilidade, como depilação, unhas postiças, maquiagem, saltos e meias calças, perucas e, quando se revelam transsexuais, recorrem às cirurgias feminilizantes ou hormonização.

Nos dias atuais, os discursos voltados à construção de uma sociedade mais justa,  democrática e que respeite as diferenças tem aberto espaço às minorias sociais, sobretudo aos estigmatizados, permeados de preconceitos e visões estereotipadas das pessoas, já que o modelo social esperado não corresponde aos seus atributos incomuns.

Mas, o que pode parecer um surto de modernidade nos dias atuais, apenas ressurge sob uma nova perspectiva, já que há relatos sobre essa prática na Antiguidade e Idade Média.

No século VI, na China, foi composto o famoso poema narrativo chinês, Balada de Mulan. Nele, conta-se a história de uma jovem que se disfarça de guerreiro para ingressar no exército.

Em nossa história, temos o exemplo de Maria Quitéria de Jesus ou Soldado Medeiros que, vestida como um homem, alistou-se no Regimento da Artilharia e tornou-se heroína da Guerra da Independência. Casou-se e teve uma filha, não sem antes receber as honras de 1° Cadete.

Considerada umas das precursoras do feminismo, George Sand era o pseudônimo de Amandine Aurore Lucile Dupin. Vestia smoking e fumava charuto, sendo a mais importante romancista francesa de sua época. Envolveu-se amorosamente com homens e mulheres, além de ser militante política.

A prática Crossdressing tem sido amplamente retra­tada em filmes, peças teatrais e na literatura, além de despertar a investigação científica de quem se interessa pelo estudo do comportamento sexual humano.

Eliane Chermann Kogut, em sua tese de doutorado em Psicologia Clínica/PUC-SP, intitulada Crossdres­sing Masculino- Uma visão Psicanalítica da Sexualidade Crossdresser, resume bem essa lacuna, ainda latente em nossa sociedade, afinal continuamos sabendo bem pouco sobre o universo Crossdresser:

“Por ora os crossdressers tem mais a nos ensinar, do que nós a eles. Mostram-nos que a diversidade de entrecruzamentos, de identidade e de identificações estão presentes nas mais variadas combinações e intensidades em todos os seres humanos. Além disso, vemos como os Crossdressers jogam por terra as nossas definições estritas sobre a sexualidade”.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Agredir e ser agredido: A maneira errada da comunicação


Há algum tempo um casal me perguntou como podem duas pessoas completamente diferentes conseguir se comunicar, se referindo que ele parecia o cão e ela o gato, ou seja, um latia e o outro miava, falando línguas completamente diferentes.

Esta situação é mais comum do que imaginamos, seja entre casais, amigos, pais e filhos, irmãos e até mesmo entre amigos.

Mas como lidar com essas diferenças?

Em toda a nossa vida passamos por aprendizados, e vamos nos comportando conforme vamos aprendendo o que pode ser certo ou errado. Através dessas nossas percepções que aprendemos a nos comunicar. E nem sempre o que é correto para mim será para o outro, ou a maneira como  eu me comunico vai ser aceito pela outra pessoa.

O primeiro passo é cada um agir de maneira assertiva. A assertividade é uma maneira de se comunicar que não prejudique ou magoe as pessoas envolvidas neste diálogo, inclusive a que estará falando. É expressar o que sente, quais as suas vontades, sem agredir o ouvinte.

Por exemplo, ao invés de chegar para uma pessoa e dizer que ela é preguiçosa, com um tom de voz mais grave e alta, você pode dizer com um tom de voz mais branda, que ela é uma pessoa que não gosta muito de fazer as coisas. Tem o mesmo significado? Sim. Mas como o outro vai recepcionar o comentário poderá ser de maneira  diferente do que se agisse conforme o primeiro comportamento.


Na charge acima, tanto o pai como o filho ficaram tristes. A  expressão facial do pai do cebolinha mostrou que ele não ficou bem pela reação do filho que saiu chorando, sendo que se ele tivesse falado com calma e de outra maneira, não causaria o desconforto que causou a ambos.

Claro que nem sempre o outro agirá com a gente deste jeito. Neste momento é importante a pessoa que estará sendo assertiva analisar a relevância da pessoa e do conteúdo que está sendo discutido, e avaliar se realmente vale a pena enfrentar esta maneira com que o outro está se comunicando e não está sendo aceito por você.  Isto acontece muito quando uma pessoa está falando calma, e o outro se altera no tom de voz e nas palavras utilizadas, sendo muitas vezes grosseiras.

Caso coloque em uma balança e conclui que o jeito do outro realmente importa e que está atrapalhando o relacionamento, é importante mostrar a ele que pode agir e falar de maneira diferente para que o relacionamento se torne mais agradável. Mas para que isto aconteça, antes de tudo é preciso conversar.  Quando uma criança nasce, ela só aprende a falar escutando o outro e tentando  repetir, o que no início sai apenas sons, sem formar uma palavra, aos poucos a criança vai associando as palavras ditas pelos outros às suas ações. Por isso que em primeiro lugar, aja você, seja assertivo, dê o exemplo e mostre como é possível se comunicar de maneira que não traga prejuízos a ambos, mas sim discussões positivas, com o intuito de melhorarem e ampliarem suas maneiras de se comunicar.

Mas, se mesmo agindo assim, o outro continue, é importante conversar com ele, apontando o quanto o seu comportamento está prejudicando a relação.

Muitas vezes a pessoa aprendeu a falar de uma determinada maneira, e não percebe o quanto a sua comunicação é prejudicial para si e para o próximo, até que uma segunda pessoa chegue e mostre isso a ele.

Nem sempre a crítica será aceita logo de início, mas aos poucos poderá perceber o quanto pode ter relações muito mais saudáveis com uma comunicação adequada.

Claro que essa persistência dependerá do tipo de relação, por exemplo, pessoas que acabaram de se conhecer ou são apenas conhecidos, não irão ter essa “abertura” para a crítica, e é nesta hora que entra a paciência e a compreensão do jeito do outro, que não são iguais, tiveram aprendizados diferentes. Saber conviver com a diversidade de pessoas e de “línguas” faz a pessoa crescer no seu aprendizado e ser muito mais feliz.





Como tudo na vida só aprendemos fazendo, só aprenderá a conversar, conversando. Pense nisso, e introduza a assertividade dentro dos seus relacionamentos, pois com certeza, fará a diferença.

Psi. Adriana Visioli

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Crise no relacionamento: Saiba como lidar com esta fase!

Chega uma certa fase do relacionamento, que segundo diversos especialistas, pode acontecer à temível crise.
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Brigas constantes e decepções são alguns pontos que são frequentes quando a crise realmente resolve balançar as estruturas da relação, mas, qualquer crise ou briga pode ser solucionada, já que o amor é o sentimento que o une o casal, até mesmo em dias ruins.


Em busca de entender mais o por que desta famosa “crise” em que muitos relacionamentos passam, o Nós Mulheres conversou com a psicóloga Milena Frankfurt que nos explicou alguns motivos desta fase e nos deu dicas de como amenizar a situação, trazendo de volta o amor, carinho e respeito que o casal conquista no início da relação. Acompanhe:



Nós Mulheres – Como saber se o relacionamento está em crise?
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Psicóloga Milena Frank - A falta de comunicação entre um casal é um dos indícios de que algo não vai bem. Quando as conversas (mesmo as mais simples) sempre terminam em brigas, ou somente um dos parceiros se impõe na tomada de decisões relativas ao casal ou aos filhos é sinal de que a relação está sendo unilateral, provocando ressentimentos, raiva, e outros sentimentos negativos em um dos companheiros.

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Nós Mulheres – Como contornar as brigas?

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Psicóloga Milena Frank - Na verdade é preciso encarar “de frente” o motivo que levou à briga, tentando buscar soluções que agradem os dois. O grande problema é que é realmente difícil em algumas situações agradar ambos.
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Mas acredito que quanto mais se “contorna” os problemas, mais difícil fica no futuro resolve-los, pois a tolerância em relação a eles vai ficando menor, o que geram atitudes “explosivas” de um ou dos dois parceiros e conseqüentemente mais brigas.



Nós Mulheres – Por que os casais brigam tanto?

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Psicóloga Milena Frank - Existem muitos motivos que podem levar as brigas.
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Hoje em dia com a grande demanda de informações e compromissos que as pessoas têm, a dinâmica do casal pode acabar sendo influenciada por estes aspectos.

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As prioridades de cada um podem mudar o que com certeza acaba gerando descontentamento em algum momento.



Nós Mulheres – Como reatar o amor e minimizar os problemas?

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Psicóloga Milena Frank - Acredito que no relacionamento com o outro é muito importante exercer a capacidade de ceder com o objetivo de ter uma melhor convivência.
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Mas enfatizo que os dois precisam exercer esta atitude. As vezes a rotina desgasta o relacionamento do casal, o deixando monótono, para mudar isso é necessário ter atitudes inovadoras com o objetivo de surpreender o outro e reacender o sentimento do inicio da relação.

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As vezes coisas muito simples podem ajudar, como por exemplo olhar o álbum de fotos do casamento juntos, relembrar bons momentos, etc.

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Nós Mulheres – Quando é a hora de dar um tempo ou terminar o relacionamento?

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Psicóloga Milena Frank - Existem vários motivos que podem levar ao termino de um relacionamento : mudança de prioridades, falta de comunicação, pouco companheirismo, não compartilhamento dos problemas, e pouca afetividade na relação.
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Mas independente de qual razão for, quando há o sofrimento psíquico de um dos componentes é preciso rever a relação pois esta pode estar causando mais prejuízos emocionais do que aspectos positivos e ganhos para o casal.




Nós Mulheres – Crise no relacionamento é sinônimo de traição?

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Psicóloga Milena Frank - Não necessariamente. A traição pode ser uma conseqüência de que algo não anda bem na relação do casal.
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Quando a insatisfação atinge o nível físico, emocional, sexual é comum um dos componentes buscar outra pessoa para suprir estas necessidades.
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Nós Mulheres – Existe algum tipo de tratamento para amenizar a crise?

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Psicóloga Milena Frank - O casal pode tentar buscar sozinho a solução para seus problemas. Porém muitas vezes é necessário o auxilio de uma pessoa de fora para tentar ajudar a melhorar a dinâmica.
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Nestes casos é importante procurar um terapeuta de casal com o objetivo de diminuir o sofrimento psíquico que está causando os conflitos e buscar soluções para uma melhor convivência. Além disso, na terapia são trabalhados aspectos como auto-estima, auto-confiança, diálogo, etc.

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A terapia pode ser individual ou de casal, dependendo da necessidade do casal. Em ambos os casos acredito ser benéfica para diminuir ou amenizar os conflitos e crises na relação.




Nós Mulheres – Quais atitudes os casais devem tomar no dia-a-dia?


Psicóloga Milena Frank - Uma atitude importante é a do casal se conscientizar que existe um problema atrapalhando a relação. Feito isso é importante que cada um deles se aproprie da sua parte neste problema, e não jogar o culpa toda no outro.

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Juntos podem ir buscando soluções para uma melhor convivência, desde o problema mais simples até os mais complexos.

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Fonte: Psicóloga Milena Frank 

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Por: Jornalismo Nós Mulheres.