



No estudo mais famoso, de 2002, psiquiatras compararam adolescentes das Ilhas Fiji antes e depois da televisão chegar na ilha. A pesquisa constatou que transtornos alimentares aumentaram quando a TV foi introduzida. As meninas disseram que queriam perder peso para se parecer com as garotas magras ocidentais da TV.
Mas transtornos alimentares não são exclusivos a mulheres mais jovens. Dois estudos da década de 1990 estimam que entre 7,2 e 7,7 de cada 100 mil mulheres com idade entre 40 e 59 anos têm anorexia nervosa (incapacidade de manter 85% do peso médio por altura).
Isso é muito menos do que os 70 ou mais de cada 100 mil meninas adolescentes com anorexia. No entanto, um estudo de 2001 constatou que cerca de 1% das mulheres de meia-idade têm bulimia nervosa, comparável aos 0.9% das mulheres entre as idades de 18 e 25 com a mesma doença.
Dois estudos também investigaram a relação entre consumo de mídia e transtornos alimentares em mulheres mais velhas. Um estudo publicado em 2008 descobriu que a pressão da família, dos colegas e da mídia foi ligada a um desejo de magreza e transtornos alimentares. Outro estudo, publicado em 2003, descobriu que a pressão da família era o caminho mais influente para um transtorno alimentar, embora a pressão da mídia tinha uma influência de pequena a média também.
No entanto, os pesquisadores estão preocupados com influências mais sutis. Mesmo em revistas voltadas para mulheres mais velhas, os sinais de envelhecimento são frequentemente “apagados” (“photoshopados”). Talvez não por coincidência, os tratamentos antirrugas estão ficando mais populares.
As mensagens de cremes de antienvelhecimento, Botox e outros sugerem que as pessoas mascarem sua idade, ou se tornem obsoletos. Peggy Brick, educadora sexual, diz que se preocupa que a visão da mídia sobre os idosos – como se eles fossem invisíveis, e certamente não sexuais – contribui para que os adultos mais velhos simplesmente “desistam” de sua sexualidade.
Segundo ela, o estereótipo de que o sexo é apenas para os jovens e bonitos, e que o velho é feio e não sexual, tem que ser combatido.
O público já reagiu contra o ideal de magreza no passado, o que inspirou algumas revistas de moda a usar ocasionalmente modelos mais “cheinhas”. Mesmo a Vogue apresentou três mulheres curvilíneas (Tara Lynn, Candice Huffine e Robyn Lawley) na capa de sua revista italiana, em junho.
O consumidor poderia levar a avanços semelhantes em relação às mulheres mais velhas. Os cientistas acreditam que as pessoas podem, de fato, perceber que são bonitas como são e exigir que a moda reflita isso.[LiveScience]
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